10 de abril de 2021

Nível de atividade diminui o ritmo, aponta sondagem da CNI

A produção industrial recuou em junho em relação a maio, conforme Sondagem Industrial da CNI (Confederação Nacional da Indústria)

A produção industrial recuou em junho em relação a maio, conforme Sondagem Industrial da CNI (Confederação Nacional da Indústria). Em uma escala na qual valores acima de 50 pontos significam crescimento e abaixo disso, retração, o indicador de produção do mês passado registrou 48,1 pontos. Em maio, estava em 52 pontos e, em abril, em 47,6 pontos.
A CNI avalia que o segundo trimestre de 2011 mostra uma “evidente queda” na demanda por produtos industriais domésticos, impactando fortemente a indústria brasileira. “A queda na atividade industrial é evidente e contrasta com o desempenho do varejo. O cenário segue negativo, apesar do efeito sazonal positivo do fim do ano: o acúmulo indesejado de estoques e a maior dificuldade no acesso ao crédito sinalizam um cenário desfavorável para os próximos meses”, informou documento da entidade distribuído a jornalistas.
Em junho do ano passado, o nível de atividade marcou 51,8 pontos “A atividade industrial está perdendo a força”, resumiu o documento.

Capacidade instalada

O Índice de UCI (Utilização da Capacidade Instalada) passou de 46,1 pontos em maio para 44,7 em junho, ficando ainda mais distante da linha divisória dos 50 pontos. A CNI revelou que o percentual médio da utilização da capacidade instalada se manteve em 74% em junho, como estava em maio. A sondagem foi realizada entre os dias 1º e 15 de julho com 1.692 empresas, das quais 915 pequenas, 535 médias e 242 de grande porte.
A UCI da indústria está abaixo do usual há sete meses, segundo pesquisa, feita com 1.692 empresas.
Os industriais consultados alegaram que no mês passado a produção de suas empresas estava abaixo do que é considerado normal para aquele período específico. As exceções ficaram apenas por conta dos setores farmacêutico e de veículos automotivos.
“Após sete meses de baixa, o sentimento está mais disseminado”, avaliou o economista da entidade, Renato da Fonseca. De acordo com o profissional, essa percepção vem sendo verificada nas companhias de todos os portes e de todas as regiões consultadas. Também foi identificada nos 24 dos 26 setores da indústria da transformação consultados pela CNI, além da indústria extrativa.
As exceções são o segmento farmacêutico (50,9 pontos) e de veículos automotores (50,5 pontos). Fonseca salientou que este indicador é formado por meio de avaliações subjetivas de cada empresário de acordo com o setor de atividade. “Mas este é um indicador de antecedentes”, encerrou o economista.

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