Ninguém fez o dever no governo

A Constituição brasileira promulgada em 5 de outubro de 1988, diz que a saúde é direito de todos. Seja o Governo é responsável por gerir a saúde pública, devidamente com unidades equipadas com instrumentos, profissionais para evitar nascimento de crianças nos corredores, pessoas a reclamar na Justiça atendimento, medicamentos, leitos, UTIs, macas e ambulâncias.
A minha saúde mental, não me permite acreditar que em sã consciência, o poder originário das urnas para liderar o pensamento político administrativo da Nação, em 4, 8 ou 12 anos, não consiga fazer o dever de casa para evitar o vexame da importação de médicos.
A realidade lembra a indignação do Ministro Presidente do STF Joaquim Barbosa, no julgamento do mensalão, criticada por muitos. Eu sou solidário a indignação, pela circunstância. É um julgamento na instância máxima e, se arrasta há anos. O relatou, decano na Casa, cujo voto pode influenciar sobre os demais, notadamente os novatos, ao invés de declarar o voto preferir a delonga.
Assim como o ilustre Joaquim Barbosa, os segmentos sociais, fora os mascarados, têm razões para se indignar. É apagão na saúde, energia elétrica, telefonia móvel, transportes e moral.
Ai de nós se não fosse o Ministério Público (MP) e o Conselho Nacional de Justiça (CNPJ). Em se tratando de corrupção e Justiça, a Prefeitura de São Paulo está recebendo parte dos milhões de dólares desviados por Paulo Maluff, igualmente o subtraído do Ministério do Trabalho e Emprego por Nicolau dos Santos Neto.
A Câmara Municipal de Manaus, em tempos que o parlamento brasileiro virou balcão de negócios, a exemplo do Congresso Nacional, está fazendo o seu dever. A Comissão de Serviços Públicos, os vereadores Marcelo Serafim, Mário Frota, Felipe Souza, Waldemir José, Bibiano e Jairo da Vical, juntamente com Edson Fernandes Júnior atual presidente do Fundo Único de Previdência do Município de Manaus (MANAUSPREV), está pedindo apoio do Ministério Público do Estado, para judicializar a gestão da ex-presidente do fundo Daniele Leite, que deu um rombo que aproxima a 200 milhões de reais. A expectativa é a de que o mesmo que está acontecendo com o dinheiro pilhado por Maluff da prefeitura de São Paulo, como o desviado por Nicolau do MTE, sendo devolvidos, ocorra com o dinheiro fruto do desfalque praticado contra o cofre do MANAUSPREV por Daniela Leite, que ao invés de fazer as aplicações financeiras do fundo nos bancos oficiais, como Banco do Brasil ou Caixa Economia, optou por fazê-lo no BVA e Rural extintos pelo Banco Central. A Câmara deve se manter vigilante quanto ao rombo no MANAUSPREV, fazendo o necessário para que o dinheiro religiosamente descontado no pagamento dos servidores seja devolvido tostão por tostão, doa a quem doer. Em tempo, como se tivesse amparada pela lei da delação premiada, a senhora Daniele Leite, questionada na CMM, denunciou o ex-presidente do fundo Sandro Breval pela mesma prática.
Os concursados classificados no concurso público da CMM, feito em 2003, até agora não foram chamados, enquanto o vereador Waldemir José coloca em xeque, 2 milhões pagos a FUCAPI, para realizar 18 audiência públicas, para a revisão do Plano Diretor de Manaus, que não acrescentou uma vírgula ao texto de revisão do plano.
E a sociedade brasileira, através das entidades civis organizadas, deve se manter mobilizada porque o Congresso Nacional quer acabar com o Ministério Público. Se com tantos fiscalizando a corrupção explode para todos os lados, imaginem sem o MP. Aí honradas leitoras e leitores do JC, seria o fim da picada.

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