Nelson Fraiji diz que programa de DST/Aids é “um desastre”

Preocupado com a disseminação da AIDS no Amazonas, o deputado Luiz Castro (PPS) realizou no auditório Beth Azize, uma audiência pública com a finalidade de expor e discutir as ações da Coordenadoria Estadual, Gerência de DST/AIDS em relação à prevenção, assistência e tratamento das pessoas soropositivas.
Para fortalecer as ações de prevenção, testagem e encaminhamento ao tratamento de saúde na área de DST/HIV/Aids, Luiz Castro, através da reunião que teve como objetivo discutir e incrementar medidas de prevenção propôs que seja feito, a partir de agora, um trabalho de sensibilização em relação ao diagnóstico para identificar com precocidade os pacientes portadores de HIV, antes das doenças oportunistas se manifestarem. A audiência contou com a participação do ex-reitor da Universidade Federal do Amazonas, Nelson Fraiji, que afirmou com convicção que “o programa DST/AIDS no Amazonas é um desastre”.

Discurso diferente

Para ele, quem vive mais intensamente as dificuldades operacionais tem um discurso diferente, mas na lógica de quem está no cotidiano da assistência e da dificuldade que temos é essa a visão que possuimos, porque é um desastre, também, o sistema de assistência à saúde. Na verdade, afirmou, o programa é conseqüência das políticas públicas não apenas ligadas às DSTs. Portanto, quando esse tema vem a discussão ele traz a preocupação de todos em relação ao contexto da assistência, pois o grande indicador desse desastre é a tuberculose.
Fraiji afirmou que o Amazonas é o primeiro estado brasileiro em incidência dessa doença que não precisa de tecnologia para viajar “até à Lua” para que se possa diagnosticá-la, pois é de conhecimento geral as condições de controle, a questão da transmissão, os grupos de riscos e o tratamento, pois é um absurdo um Estado que é a quarta economia do país em arrecadação ainda conviver com esse desastre, que tem tudo a ver com o fracasso na condição do controle da DST/AIDS”.
Ele afirmou que estava falando como cidadão, médico e representante do CRM (Conselho Regional de Medicina) onde se discute exatamente o que está acontecendo, hoje, no Estado, ou seja, a assistência médica centrou-se em viabilizar o encontro do paciente com o médico.

Relação ao taxímetro

“O médico, hoje, se relaciona com o paciente como um taxista que liga o taxímetro e passa a trabalhar enquanto o taxímetro estiver ligado, o mesmo ocorrendo nas urgências e emergências de Manaus.
Com a ampliação do Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, o IMT (Instituto de Medicina Tropical) está recebendo mais paciente em condições piores para atendimento com sintomas do vírus, porque não existe porta de entrada para a assistência correta. O que há é uma lógica de deixar a população sem saber do desastre que é a assistência em relação à doença.
O certo é cada vez mais ampliar o número de atendimento de urgência que tem uma resolutividade muito baixa.
Outro desastre que temos aqui é em relação aos 30 mil para 100 mil.
“Nós não temos sistema de vigilância sanitária no Amazonas. Estamos me-lhorando agora. Portanto, esse número é muito abaixo do que é real, pois se nós pensarmos no indivíduo que é portador do vírus que passa até 10 anos sem saber que é portador e está aí transmitindo, dá para se ter a admissão do que é o desastre da transmissão, se o caso não for identificado”.

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