Negociações de dívidas ganham força em Manaus

Números mais recentes da Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), aponta que o número de consumidores em Manaus com dívidas caiu, entre julho e agosto. O que também reflete na redução na inadimplência. Ao menos 77% das famílias estão na lista das endividadas, percentual menor que o mês de julho 79,8%.

Embora seguindo o fluxo contrário em relação à média nacional, registrando aumento de 2,7 pontos percentuais no comparativo anual, tudo indica que o amazonense tem pressa para sair do vermelho. 

É o que aponta uma pesquisa realizada pela QuiteJá, plataforma de recuperação de crédito, indicando um aumento de 102% em acordos realizados no estado do Amazonas de janeiro a julho. Os grandes facilitadores deste processo, são as ofertas de flexibilização para o pagamento, além de facilidades para entrada e prestação a prazo oferecidas pelos grandes bancos e redes de varejo. Na plataforma, o valor médio de dívidas negociadas é a partir de R﹩ 2.500 e as parcelas giram em torno de R$ 150.

De acordo com o CEO da QuiteJá, Luiz Henrique Garcia, a época é boa para renegociar dívidas e manter o nome limpo na praça. “Praticamente, todos os bancos ou redes varejistas estão com excelentes opções e ofertas de desconto, prazos para pagamento e taxas de juros favoráveis. Devido a pandemia, as condições que estão sendo adotadas pelos credores de forma geral são muito atrativas, quase uma ‘black week’ de negociação que podem oferecer ao cliente taxas de juros bem menores, descontos em multas, parcelamento do débito, e dentre outras ofertas. As condições são sempre estruturadas de acordo com o perfil e situação de cada cliente. Portanto, se a pessoa possui condição para negociar, o ideal é não perder tempo e correr para aproveitar”, declara.

Com a pandemia ocorrendo e a situação econômica ficando debilitada, foi inevitável o as demissões que mantiveram-se em patamares elevados “com isso as pessoas perderam sua capacidade de honrar compromissos antigos”, explica a economista Bianca Mourão.

Ela entende que a economia retornando aos poucos  muitos precisem “limpar” o seu nome e a renegociação de dívidas é uma forma, pois as famílias  podem estender prazos diminuir o valor da parcela e até quitar a dívida à vista com um bom desconto.

Ela também reitera que as facilidades oferecidas para quem quer liquidar as dívidas são cruciais. “Descontos para pagamento à vista, além da redução da taxa de juros

Muita renegociação foi para exatamente trocar uma dúvida cara (com taxa de juros alta) por uma dívida mais barata já com taxas reduzidas. Os bancos entenderam que o momento não é para lucrar. Poderiam ter reduzido mais. Para sair dessa crise cada um deve fazer sua parte. Se os bancos não tivessem entendido isso, seríamos um país com cidadãos endividados”, comentou. 

O CEO da QuiteJá ressalta que o primeiro passo é sempre conhecer a sua dívida, identificar os detalhes como qual o volume e saber do que se trata o débito. “Parece algo óbvio demais, porém, algumas pesquisas mostram que, na realidade, a maioria dos brasileiros sequer sabe qual é o tamanho do seu endividamento. Algumas pessoas não sabem o impacto que é deixar uma dívida em aberto, principalmente se for em cartão de crédito. É necessário pensar na melhor saída para pagar a dívida, com base na sua capacidade financeira. Formule pelo menos duas propostas diferentes para quitar o débito, e registre isso detalhadamente para usar durante a negociação com o credor. Após isso, exponha com transparência qual a sua realidade atual. A boa conversa é a melhor saída nesse momento”, detalhou.

O especialista em finanças Nahan Said, destaca que o motivo do aumento na busca por limpar o nome, foi motivada com a liberação do auxílio emergencial pelo governo federal, medida que manteve a economia “O povo permaneceu com poder de compra mesmo desempregado. Apesar de muitos gastarem o valor do auxílio em itens de bens de consumo, outros aproveitaram para regularizar as dívidas. As empresas, que tiveram uma forte queda no fluxo de caixa entre abril e junho, aproveitaram a reabertura do comércio para fazer promoções e renegociar dívidas de forma mais amistosa”. 

Resultados até o momento

Aproximadamente 600 mil acordos foram pagos pela QuiteJá em todo país. Valor aproximado recebido e repassado aos credores: R$ 318 milhões de reais, sendo mais de R$ 93 milhões, só nos 6 primeiros meses de 2020. Cerca de 110 mil boletos foram pagos por mês. Uma média de R$ 2,4 bilhões de reais foram concedidos de descontos aos usuários. A plataforma possui 20 milhões de CPFs cadastrados.

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