Navegação tem queda de 17,6%

O setor da navegação amazonense registrou queda de 17,6% no volume de cargas transportadas, entre os meses de janeiro e abril deste ano, em comparação a igual período de 2015. O resultado negativo foi impulsionado pela retração na condução de contêineres que chegam a Manaus carregados de insumos industriais e que saem abastecidos por produtos do PIM (Polo Industrial de Manaus). Mesmo assim, o segmento ainda contabilizou um acréscimo de 7,6% relacionado ao transporte de soja, fator que segundo os empresários, recebe contribuição direta das rotas viabilizadas pelo Arco Norte. As informações são da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).
De acordo com a Antaq, nos quatro primeiros meses do ano o Estado transportou cargas contabilizadas em 5,8 milhões de toneladas. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, o número representa queda de 17,6% no total de mercadorias.
O órgão nacional ainda informou que houve decréscimo no transporte de combustíveis minerais (-21,6%), de contêineres (-25,7%) e de cereais (-19,7%). Enquanto o deslocamento de soja arrematou índices positivos com crescimento de 7,6%.
Segundo o vice-presidente do Sindarma (Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas), Claudomiro Carvalho, a redução no volume de cargas transportadas no Estado, nos primeiros meses do ano, é atribuída ao fator crise econômica. Ele explica que o problema financeiro atua como o principal redutor do consumo interno, como é o caso do transporte de contêiner.
Carvalho esclarece que os contêineres que chegam a Manaus são abastecidos por insumos destinados às fábricas do distrito industrial. E ao sair da cidade, os equipamentos são abastecidos por produtos acabados que saem do PIM. Se há baixa demanda por produtos, logo, as indústrias reduzem o plano produtivo, o que consequentemente resultará em menor volume de cargas a serem transportadas. “A crise é o principal redutor do consumo interno. Se as vendas não acontecem a produção cai, logo, não há importação e nem mesmo venda interna”, disse.
O transporte de combustíveis apresentou o segundo maior índice negativo. Carvalho afirma que a redução no volume transportado também é gerada pela menor demanda, principalmente relacionada ao mercado interno. “Este transporte atende aos Estados de Rondônia, Mato Grosso e Acre”, cita.
Quanto ao crescimento no transporte de soja, o empresário explica que está ligado ao período da safra, que ocorre nos primeiros meses do ano, e ainda, à contribuição do Arco Norte – região que compreende os Estados de Rondônia, Amazonas, Amapá, Pará e segue até o Maranhão. As cargas seguem rotas por meio dos ramais hidroviários dos rios Madeira, Amazonas e Tapajós. “É um corredor que está cada dia mais ativo”, comenta Carvalho.
A baixa demanda de cargas a serem transportadas a partir do Amazonas ainda gera um outro problema, que é a dificuldade para manter os custos demandados pela embarcação. Carvalho relata que mesmo em meio à redução no volume de produtos transportados, os empresários precisam arcar com os custos, que segundo ele, permanecem fixos. “O consumo de combustível é o mesmo. Os custos são mantidos. A redução de cargas agrava ainda mais essa situação. As empresas têm prejuízo. Não temos como informar esse número, mas o empresário é sim prejudicado por essa redução”.

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