Natty dos Anjos lança seu primeiro CD

O reggae como essência, mas ‘Livre mulher’, o CD de estréia da cantora amazonense Natty dos Anjos vai bem mais além desse ritmo jamaicano. Ele traz uma mistura de composições latinas, regionais, carimbó, reggaeton, ijexá, música eletrônica, e techno brega. O CD será lançado hoje, 18, nas principais plataformas de streaming.

Quem frequenta os bares alternativos de Manaus conhece muito bem Natty dos Anjos, pois os palcos desses lugares são os locais preferidos pela cantora para mostrar suas músicas autorais. Mas o seu primeiro espaço de apresentação foi o mesmo de grandes cantoras da música mundial, como Whitney Houston, Katy Perry, Aretha Franklin, Avril Lavigne, entre várias outras, o interior de um templo religioso.

“Minha família sempre gostou de música, mas nada assim que me influenciasse. Um dia, quando eu era adolescente, minha amiga Ana Manuela disse que estava precisando de alguém para cantar com ela na igreja de N. Sra. de Guadalupe, na comunidade N. Sra. de Fátima, no bairro de Flores, onde canto até hoje”, lembrou.

Natty foi, cantou, gostou e ficou. Ana Manuela, depois, rumou para São Paulo, onde até hoje canta profissionalmente na noite paulista.

“Apesar de ela ser mais nova do que eu dois anos, já cantava na igreja desde criança, então me ensinou. Eu procurava imitá-la e ela não só me inspirou, como também me incentivou e repassou o que sabia. Até hoje é minha amiga e nos falamos sempre”, destacou.

O cantar na igreja abriu portas para Natty, que começou a ser convidada para se apresentar em casamentos e festas particulares, não só interpretando músicas religiosas, mas em outros estilos. A vontade de se mostrar como cantora só aumentou. 

Tudo num caderninho

“Minha estréia foi na ‘Cachaçaria do Dedé’, no Parque Dez, e não mais parei. Isso foi em 2014, e desde então continuei nesse caminho”, contou.

O lado compositora de Natty sempre se fez presente junto com a cantora. Ainda na igreja, ela já compunha mas, como acontece com a maioria das pessoas, com medo da reprovação alheia, anotava tudo num caderninho e guardava. Algumas dessas composições, agora, fazem parte do ‘Livre mulher’.  

Se Ana Manuela ensinou Natty dos Anjos a cantar, o contrabaixista Rames França, também da igreja, lhe guiou no instrumental. Com Rames ela aprendeu a tocar violão e ler partituras. Hoje o músico mora em Envira, sua cidade natal.

“Eu escutava muito reggae. Sempre gostei do ritmo, então minhas composições eram influenciadas por esse estilo e inspiradas na natureza”, explicou.

Em 2016 Natty dos Anjos fez seu primeiro show autoral, cantando suas próprias músicas pela primeira vez, no anfiteatro da Ponta Negra durante a Live Site da Olimpíada, evento que durou do dia 2 ao dia 21 de agosto e marcou a abertura das disputas olímpicas daquele ano, reunindo cerca de 30 mil pessoas na praia, diariamente.

Desde então a cantora vem investindo na sua carreira e agora chegou a hora de presentear fãs e público com o primeiro CD, que pelo nome já diz a que veio: gritar, através da música, pelo empoderamento das mulheres, e não só isso, mas também pela pluralidade, consciência de classes e protagonismo feminino.

Cantora Natty dos Anjos traz mistura de ritmos em seu álbum de estreia – Foto: Divulgação

Equipe de produção   

O CD conta com oito faixas, com presença marcante de percussões orgânicas, sintetizadores e beats (uma fusão de rock e pop).

“Tendo o reggae como essência, a mistura do orgânico com o beats é a proposta dessa ‘Livre mulher’, que carrega muita alegria e gingado nas mensagens que me proponho amplificar”, acrescentou.

A partir de hoje fãs e futuros fãs de Natty dos Anjos não só poderão ouvir suas composições em todas as plataformas de streaming, como adquirir o disco em formato físico.

O CD tem ainda a participação do poeta Jorge Cavalcante assinando a letra da faixa ‘Nêga’, “abrilhantando ainda mais o projeto”, completou Natty.

Todo o Trabalho foi produzido e mixado por Viktor Judah, um produtor na nova geração manauara “que abriu minha mente para a modernização dos sintetizadores nas canções, assinando todas as faixas de forma única e peculiar”, informou.

A cantora contou também com a participação de Gabi Farias, cantora, compositora e professora, “que cuidou intrinsecamente da minha preparação vocal, além de assinar alguns backing-vocals”, revelou.

‘Livre mulher’, portanto, é a personificação do poder, da criatividade, da força, da multifacetada mulher artista amazônida empoderada.

Natty adiantou que, ainda este ano, pretende fazer uma live de lançamento do CD, mas quem quiser obter seu trabalho no formato físico, pode solicitar pelo site www.tratore.com.br.

Foto/Destaque: Divulgação

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