19 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

       “Narrativas”

Luiz Castro optou pelo PDT na disputa por uma vaga no Senado/Crédito: Divulgação

No atual processo político brasileiro as narrativas parecem predominar sobre os fatos. Ultradireitistas e ultraesquerdistas se digladiam nos meios de comunicação, principalmente nas redes sociais, com argumentos agressivos sob o fundamento de “verdades” concebidas ao sabor das inclinações ideológicas. Quem não se filia a esses argumentos narrativos, muitas vezes permeados de meias verdades, parece um ser alienígena, como se fosse um alienado político ou um torcedor de futebol de um time excluído de uma final de campeonato antecipada. Neste clima de torcidas fanáticas, o que menos tem importado é a informação verídica e sua análise criteriosa. O extremismo se impõe sobre argumentos racionais e verídicos e poucas propostas sobre os destinos do Brasil são conhecidas e debatidas de modo efetivo. Acredito que, independentemente de nos filiarmos a correntes ideológicas progressistas ou conservadoras, precisamos de bom senso neste momento tão delicado para nosso país.

Compreendo que há erros de diversas origens. Cito como  exemplo o embate entre o Poder Executivo e o STF. Acredito que a anulação de todas as provas obtidas na Operação Lava Jatos e o fim da prisão após a condenação em segunda instância deixaram muitos brasileiros de boa índole estarrecidos. E me refiro à todos os réus condenados que foram beneficiados pela nova interpretação processual adotada pela Suprema Corte. De outro lado, as repetidas ameaças de ruptura institucional advindas de membros do Executivo Federal, aliadas à desfaçatez da liberação de emendas parlamentares, inclusive as de bancada, em período pré eleitoral, destoa demais do que seria razoável. Neste caso, políticos fisiológicos e suspeitos de práticas ilícitas se beneficiam na disputa com os  sérios e de conduta ilibada, gerando uma distorção absurda em desfavor da conduta ética voltada para o bem comum. Neste contexto, as narrativas ultradireitistas e ultraesquerdistas se fundamentam muito mais em marketing ideológico do que em fatos. 

Sinceramente acredito que há muitas pessoas bem-intencionadas, adeptas do atual presidente e do ex presidente. Mas como diz o provérbio popular: o caminho do inferno está cheio de boas intenções… Que provavelmente sejam instrumentalizadas de modo enganador. Quando as pessoas perdem o senso crítico sobre o comportamento público de seus ídolos e aliados, seja à esquerda ou à direita, a ética do bem é superada em desfavor da própria população. No caso, mais valem os xingamentos do que os argumentos. Os interesses coletivos são submetidos à lógica do “quem grita mais alto”, acima da verdade. Muito triste e perigoso.

Continuo com esperança de que haja um despertar de consciência e de espírito para que a maioria dos brasileiros não se deixe levar pela polarização que exclui o debate das propostas de medidas que nosso país necessita para superar os quase 15 anos de estagnação econômica, durante governos auto intitulados de esquerda, centro e direita… Para implementar um programa efetivo de combate aos desvios de recursos públicos e políticas públicas eficientes para  propulsionar o potencial econômico do Brasil, diminuindo a enorme desigualdade social e  suas principais , como a miséria e a violência. Caso contrário, enquanto parte significativa da “direita” e da “esquerda” tentam se “devorar”, o famoso e famigerado “centrão” prospera e a absoluta maioria da população continua a padecer. Esta tem sido a lógica nefasta da política brasileira: os argumentos ideológicos e as promessas de campanha tem sido sistematicamente suplantados pelo acúmulo de poder e de dinheiro nas mãos de maus políticos e empresários oportunistas, que se aproveitam da balbúrdia e descontrole geral. E que roubam, no mínimo, pa Esperança de que o Brasil se torne em breve uma verdadeira Nação.

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