Não deixa cerveja mais cara… ainda

Estilo de Vida preparou um roteiro de onde encontrar diferentes tipos da bebida

O assunto é só um: o dólar não para de subir! E não precisa ser expert em economia para começar a ‘coçar a cabeça’ e sentir que tudo deve ficar mais caro, inclusive as cervejas artesanais importadas. Mania em toda cidade, a bebida ainda não vai sofrer alterações no preço e empresários do ramo apostam em mudança de tabela no fim deste semestre.
Proprietário do Barão Cervejas & Empório, George Costa explica que as cervejas vendidas no bar são compradas diretamente de distribuidores nacionais e, que por isso, paga tudo na moeda brasileira. “Alguns representantes já suspenderam suas tabelas e anunciaram ajuste para o próximo mês, mas até que esses pedidos cheguem e eu precise mudar os preços, vai demorar entre dois e três meses”, garante.
Com quase 300 rótulos espalhados pelo aconchegante espaço, George explica que os preços variam de R$ 10 a R$ 90 e que não é a nacionalidade que define o quão cara –ou barata –a cerveja pode sair. “As marcas nacionais saem com um preço mais em conta porque os impostos são menores, o frete e a logística de entrega também”. Por isso, as importadas saem de 20 a 30% mais ‘amargas’ no bolso do consumidor.
O administrador Aminadab Silva é consumidor fiel da bebida, mas prefere consumi-las em casa. Assim, é adepto dos supermercados que contam com uma área exclusiva e das lojas especializadas. “Na hora de comparar o preço dos rótulos, não muda muito. O que varia de um estabelecimento para o outro é a variedade”, afirma.
Mesmo amador na arte de degustar cervejas, Aminadab comenta que chegou a se assustar com a alta do dólar, mas que, como sempre compra em pequena quantidade, não pretende ‘estocar’ em sua dispensa. “A cada semana, eu pesquiso alguma fábrica e procuro por aqui. Não tem como apressar as compras”, lamenta.

Cerveja nacional também
vai aumentar
O empresário George Costa adianta que, embora saia mais barata que a importada, a cerveja brasileira vai pesar mais a partir do final de maio. Isso porque os ingredientes mais refinados não são produzidos no Brasil. É o caso do lúpulo (responsável pelo amargor e aroma da bebida). “O clima não favorece a plantação, então até as nacionais precisam apelar para o produto importado”. O malte (que dá cor e sabor, também não é produzido no país).

Por que o dólar está subindo
Desde 2004 o dólar não atingia uma cotação tão alta quando comparada ao real como no início de 2015. A moeda norte-americana ultrapassou a marca de R$ 3, o que representa um avanço de quase 10% desde o início do ano. Para o presidente do Corecon-AM, Marcus Evangelista, a tendência é que o real perca ainda mais valor frente ao dólar nos próximos meses.
Aversão do mercado internacional com a piora da economia brasileira explica a alta acelerada do dólar nos últimos dias, segundo o especialista. “Os últimos dados econômicos confirmam que a política de ajustes do governo pode não surtir o efeito esperado”, avalia. O mercado prevê uma estagnação da economia e inflação oficial de 7,15% até o fim do ano.
Evangelista comenta que esses dados podem manter a cotação da moeda para mais de R$ 3 nos próximos meses. “Apesar de ajudar a indústria exportadora (já que o real ‘barato’ deixa os produtos brasileiros mais competitivos), o dólar não poderá passar muito deste patamar, para não impactar na inflação”, analisa.

Emyle Araújo
[email protected]

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