19 de abril de 2021

Na reta final, Senado dá sinal verde para elevação do teto da dívida

O Senado dos EUA aprovou ontem o projeto de lei que corta US$ 917 bilhões em gastos e eleva o teto da dívida para US$ 15,2 trilhões, evitando assim um calote da dívida pública americana.

O Senado dos EUA aprovou ontem o projeto de lei que corta US$ 917 bilhões em gastos e eleva o teto da dívida para US$ 15,2 trilhões, evitando assim um calote da dívida pública americana.
O projeto já havia sido aprovado na véspera pela Câmara dos Deputados americana. Ele segue agora para a Casa Branca, onde o presidente Barack Obama prometeu assiná-lo imediatamente.
A votação ocorreu nas últimas horas antes do prazo final dado pelo Tesouro americano, meia-noite de terça-feira, 2. A partir desta data, o governo já não podia garantir o pagamento aos investidores dos juros sobre seus títulos. O governo também poderia deixar de pagar gastos correntes, como os beneficiários da Seguridade Social, além dos benefícios dos veteranos de guerra e empresas que trabalham para Washington.
A expectativa era de que o Senado, de maioria governista, aprovasse o projeto. Já que o plano, que não agradou a boa parte da ala democrata, contava com o endosso do líder da maioria, o democrata Harry Reid, e do líder republicano Mitch McConnell.
O projeto é fruto de um acordo entre republicanos e democratas, alcançado após meses de intenso debate e especulação no mercado financeiro.
O projeto eleva o teto da dívida em US$ 900 bilhões, dos atuais US$ 14.3 trilhões para US$ 15.2 trilhões. Era uma exigência dos republicanos, maioria na Câmara dos Deputados, que cada dólar da elevação do teto fosse compensado com cortes de gastos.
Deste dinheiro, US$ 400 bilhões podem ser emprestados imediatamente -o que garantiria os ameaçados benefícios sociais e empresas que prestam serviços para o governo. Outros US$ 500 bilhões serão liberados até fevereiro.

Mais cortes

Outro US$ 1.2 trilhão em novos cortes deve ser proposto por um comitê bipartidário até o Dia de Ação de Graças, em novembro deste ano.
Apesar do complexo debate no tema, a elevação do teto da dívida é algo corriqueiro nos Estados Unidos. Neste ano, contudo, a decisão foi contaminada pela campanha das eleições gerais de 2012, nas quais Obama tentará a reeleição.
O plano não agradou a todos os republicanos (que viram os cortes como muito modestos), nem todos os democratas (que viram os cortes como muito amplos).
O problema, contudo, vai muito além das questões partidárias. Sem a elevação do teto da dívida, funcionários da administração Obama previam danos graves à economia mundial.

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