11 de abril de 2021

Na região Norte, 87% apostam em alta

O otimismo do empresariado apresenta evolução para o último trimestre do ano. Apesar de ter o mesmo patamar do trimestre anterior (59%), no que diz respeito aos que vão rever seu faturamento, os que vão fazê-lo para cima são 87%, ante 84% no 3º trimestre

O otimismo do empresariado apresenta evolução para o último trimestre do ano. Apesar de ter o mesmo patamar do trimestre anterior (59%), no que diz respeito aos que vão rever seu faturamento, os que vão fazê-lo para cima são 87%, ante 84% no 3º trimestre. Os que vão manter suas expectativas são 41%. A Pesquisa Serasa Experian de Perspectiva Empresari-al para o 4º trimestre foi a campo de 30 de agosto a 3 de setembro e entrevistou 1.015 empresas de todos os portes, setores e atividades, em todo o país.
Na análise por setor, há um empate. Entre o empresariado do setor de serviços e o do comércio, 87% avaliam positivamente suas perspectivas de faturamento para o final de ano. Na indústria são 86%.
Na comparação por porte, o pequeno e o médio se igualam com 87% e as grandes empresas ficam com 83% de seus empresários acreditando que o faturamento de seu negócio crescerá.
A região mais otimista é o Nordeste, onde 94% dos empresários já enxergam um final de ano melhor. Na sequência estão o Norte (87%), o Sudeste (86%), o Centro-Oeste (86%) e o Sul (84%).
Dos empresários entr­e­vistados, 69% dizem que neste ano vão aumentar seu faturamento sobre 2009; para 20% será igual e para 11% cairá. Vale lembrar que 2010 começou com 85% dos empresários acreditando em evolução do faturamento, parcela que veio gradualmente caindo, por conta do aperto monetário.
A indústria é o segmento que deve encerrar o ano com maior composição de empresários otimistas (71%), depois dos prejuízos do setor com a crise, em 2009. Na mesma direção estão comércio (69%) e serviços (68%).
As médias empresas apresentam 74% de seus empresários respondendo que 2010 será melhor que o ano anterior, acompanhadas das grandes (72%) e pequenas (67%).
Novamente o Nordeste desponta como a região que espera melhores resultados para 2010. São 77% de seus empresários apostando nisso. Depois estão o Norte e o Sul, ambos com 69%; Sudeste 68% e o Centro-Oeste 59%.

Quadro de funcionários

Para o 4º trimestre do ano, apenas 30% dos empresários brasileiros vão ampliar seu quadro de funcionários, que é a menor parcela registrada nesta categoria em 2010. Vão manter o pessoal atual 63%, e vão reduzi-lo 7%.
A indústria (38%) e os serviços (32%) são os setores que mais devem contratar no período. As instituições financeiras têm 29% das opiniões de seus executivos e o comércio tem 23% neste sentido.
O Nordeste tem 37% de seus empresários com intenção de aumentar a contratação, seguidos pelo Sudeste (32%), Centro-Oeste (27%), Norte (25%) e Sul (24%). De qualquer forma, a maioria dos entrevistados, independentemente de setor, porte e região vão manter o quadro atual.
No 4º trimestre de 2010, 30% dos entrevistados falaram em empreender mais investimentos, 58% vão manter os planejados, 3% vão cortar recursos e 9% vão postergá-los.
As instituições financeiras lideram a expansão de investimentos, com 46% de seus executivos apontando neste sentido. A indústria (32%), comércio (31%) e serviços (27%), também possuem planos de investir.

Condições de crédito devem ficar na mesma

Na visão da indústria, comércio e serviços, 60% acham que as condições de crédito vão se manter as mesmas no 4º trimestre, em relação ao anterior. Para 28% serão melhores e para 12% piorarão. Na abordagem por segmento, o perfil praticamente não se altera. Na indústria são 29% acreditando em melhores condições, no comércio são 28% e nos serviços 27%.
Por porte, a perspectiva é bem semelhante, 28% dos pequenos e médios empresários apontam melhores condições de crédito. Nas grandes empresas são 27%.
Por região, o Norte (41%) e o Nordeste (34%) se distinguem em acreditar em melhores condições de crédito. No Sudeste são 28%, no Centro-Oeste e Sul são 25% em cada uma. Para a maioria dos empresários entrevistados, as condições de crédito atuais não sofrerão alteração no último trimestre. Na visão das instituições financeiras, 69% de seus executivos destacam que a oferta de crédito às empresas aumentará no 4º trimestre de 2010 em relação aos três meses anteriores. É a maior parcela de respondentes nesta opinião no ano. Para 29% fica a mesma e para 2% se reduz.

Pessoas físicas

As instituições financeiras também vão aumentar a oferta de crédito para pessoas físicas neste final de ano, de acordo com 74% de seus executivos. Para 23% vai ficar igual e para 3% vai cair.

Programas sociais impulsionam Nordeste

Os economistas da Serasa Experina ressaltam que, ainda que tenha aumentado a parcela dos empresários que vão rever o faturamento para cima, 41% no país ainda não foram convencidos a mudar seu planejamento. “Existem aspectos que os empresários consideram em suas decisões, como o aumento do endividamento e da inadimplência do consumidor, os estoques, as questões sobre os juros futuros (as condições de crédito), a dimensão da oferta de crédito para seu negócio e a valorização do real, entre outros”, frisaram. A maioria (59%) está otimista, mas também existem os cautelosos (41%). “Mesmo assim, há a expectativa de que a economia brasileira tenha um bom final de ano”, acrescentaram.

Mercado interno

O Nordeste, mais uma vez, aparece como destaque, graças ao crescimento do mercado interno. As empresas que para lá se transferiram estão gerando emprego e renda, que se somam aos programas sociais de geração de renda nas áreas mais carentes, e ao dinamismo do turismo local. “Os investimentos, condições de crédito e quadro de funcionários seguem como esperados para o 4º trimestre do ano”, concluíram os economistas.

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