Na contramão dos restaurantes, lanchonetes esperam crescer 10%

Amparado pelo crescimento do hábito de comer fora de casa e nas franquias, segmento aposta em alta nas vendas

Ao contrário do comércio de restaurantes a la carte, que podem sofrer queda de até 20%, o segmento de fast food de Manaus passa por boa fase. Empresários e entidade do setor, preveem um crescimento de até 10% em relação ao ano passado.
Inauguração de lojas, reformas, novos serviços, novidades para os clientes são algumas das apostas dos proprietários das redes do segmento. O gerente do Zamnai, franquia especializada em comida japonesa, Zilvan Matos, conta que o bom resultado tem exigido novos investimentos. “Vamos mudar a fachada, investir em serviço de entrega, mudar a estrutura, tudo para acompanhar a demanda”, projetou.
A proprietária da sorveteria Vaca Lambeu, Giselle Maia, também se mostrou satisfeita. “Estamos abertos há pouco tempo, mas já considero o resultado satisfatório. Estou otimista para os próximos meses”, afirmou a empresária, que resolveu investir no segmento paralelamente à carreira de esteticista.

Festival de Parintins

Já a gerente da filial da Rede Bobs Burguer do Manaus Plaza Shopping, Zaine Frazão, se mostrou surpresa com resultado do primeiro semestre. “Nós estávamos com um certo receio por conta do Festival de Parintins. Mas, batemos todas as metas estabelecidas desde o começo do ano até agora. E, a partir de julho, vamos dobrar a meta, de tão positivo que está o desempenho”, comemorou.
A gerente de marketing do Manaus Plaza Shopping, Patrícia Teixeira, disse que no caso dos shoppings, o movimento é ainda maior, pois é puxado pelo público dos cinemas e dos eventos. “Temos várias franquias inaugurando, o que aumenta ainda mais a expectativa de crescimento do setor para este ano”, avaliou.
A Abrasel/AM (Associação de Bares e Restaurantes do Amazonas) também concorda com o percentual de 10% de incremento. “O hábito do amazonense de se alimentar fora de casa vem crescendo ano a ano. Isso decorre da vida movimentada e do aumento do poder aquisitivo do trabalhador, que permite que se incluam refeições desse tipo no orçamento”, esclareceu a vice-presidente da entidade, Lílian Guedes.
O diretor do Grupo Alemã, Raul Andrade, avalia que a expansão do setor tem gerado diversidade nos produtos e serviços oferecidos além de uma concorrência saudável de mercado. “A briga é grande para conquistar uma fatia do mercado, visto que o segmento de fast food envolve desde lanchonete, passando por restaurantes a quilo, até quiosques com vendas de produtos como açaí, sorvetes e outros. Quem ganha com isso, é o consumidor”, finalizou.

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