N26 finalmente chega ao Brasil

A chegada do banco digital alemão N26 ao Brasil já vem de longe, mais precisamente dois anos. No entanto, a instituição ainda estava no processo de estruturação. E agora, a empresa finalmente conseguiu a autorização de funcionamento do Banco Central e poderá iniciar suas operações no país. E um dos seus principais alvos deve ser o Nubank, líder entre os bancos digitais, e cujo manuseio dos produtos via aplicativo é semelhante.

O N26 terá sede em São Paulo, capital social de pouco mais de R$ 2 milhões e será liderado por Eduardo Del Guerra Prota, que traz passagens por outras instituições financeiras, como Santander e Cielo. Além da conta digital, a instituição deve trabalhar também com cartão de crédito, investimentos e empréstimos pessoais. Além dos produtos próprios, há possibilidades do N26 trabalhar também com produtos de parceiros.

Em um primeiro momento, o N26 deve focar em diversos perfis de correntistas pessoa física, oferecendo contas digitais com diferentes perfis de assinatura. Tudo, claro, manuseado por um app, que permitirá ainda a abertura de subcontas, que levam o nome de Spaces e permitem que o usuário organize suas despesas separadamente (Viagens, Aluguel, Despesas fixas, etc.). Atualmente, banco conta com mais de cinco milhões de correntistas em diversos países da Europa e garante que seus produtos não terão taxas de manutenção ou outras tarifas ocultas.

O N26 foi fundado em 2013, na cidade]de Berlim, pelos austríacos Valentin Stalf e Maximilian Tayenthal. Seu valor de mercado atual é avaliado em US$ 3,6 bilhões e, até o momento, a instituição já levantou aproximadamente US$ 570 milhões em rodadas de investimentos. Além de São Paulo e a capital alemã, a empresa tem escritórios em Viena, Barcelona e Nova York e cerca de 1.500 funcionários.

Para se inscrever na lista de espera e utilizar os serviços do banco, clique aqui.

Setor concorrido

O N26 encontrará no Brasil um setor com bom potencial de crescimento, mas que já conta com rivais consolidados. Segundo dados do Distrito Fintech Report, um relatório elaborado pelo Distrito, empresa de inovação aberta que atua junto a startups, o setor de fintechs cresceu 34% no Brasil entre 2019 e 2020,. Além disso, nos nove primeiros meses do ano passado, a área atraiu US$ 939 milhões em aportes e, nos últimos cinco anos, foram investidos US$ 2,4 bilhões neste mercado.

O mapeamento dividiu as startups do setor em 14 áreas de atuação. Atualmente, as três categorias mais representativas deste mercado são: Meios de Pagamento (16,3%), Backoffice (15,5%) e Crédito (15%). Em seguida estão os segmentos de Risco e Complicance (8,8%), Serviços Digitais (7,1%), Investimentos (6,4%), Criptomoedas (6,3%), Tecnologia (5,3%), Fidelização (4,8%), Crowdfounding (4,6%), Finanças Pessoais (4,2%), Dívidas (2,2%), Câmbio (2,1%) e Cartões (1,4%).

A categoria de Serviços Digitais foi a que mais recebeu recursos, entre janeiro e setembro de 2020. Ao todo foram US$ 600,5 milhões captados. Um dos destaques deste setor foi a rodada de captação da Neon, no valor de US$ 300 milhões. Em segundo e terceiro lugar estão as categorias de Meios de Pagamento e Crédito, com a captação de US$ 93,6 milhões e US$ 86,7, respectivamente. Vale ressaltar que o mês de setembro registrou o maior volume de aportes do ano, no montante de US$ 431,6 milhões. Este número é 1.406% superior ao mesmo período de 2019.

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