Mais uma vez assistindo a um noticiário de uma emissora de televisão brasileira, na tentativa ou esperança, quem sabe, de receber uma boa notícia do cenário nacional, me deparo com aquela imagem do plenário da câmara federal, com um bando de senhores deputados bem vestidos e falando com veemência que lhes faz parecer dignos de sua função. 

Presto atenção ao que estão noticiando e vejo que mais uma vez a decência política e a esperança da cidadania e da dignidade do cidadão brasileiro são atropelados vergonhosamente por nossos parlamentares. Resolveram votar o segundo turno do que resolveram chamar de reforma política, quando na verdade fizeram um boicote à legislação eleitoral brasileira, votando, como estão fazendo novamente, ao final da noite, para conseguir montar seus acordos criminosos, com uma minoria presente que decide em nome de todos.

O país está à espera da Reforma tributária, da Reforma Administrativa e de decisões, sérias, em relação à pandemia e no entanto nosso congresso nacional se perde nessas “maracutaias políticas” que buscam defender sua própria sobrevivência política que a incapacidade e falta de ação foram incapazes de garantir. Enquanto isso a população sofre uma das mais sérias crises de fome, desemprego e falta de esperança exatamente pela falta de entendimento entre aqueles que deveriam dar ao povo estes elementos.

Quando falam em reforma Política e votam na Volta das coligações, nossos deputados deixam escancarada a falta de pudor com que tratam sua função pública. Não tem nenhum pudor em acatar uma medida retrógrada e errada, desde que resguarde seus interesses políticos e econômicos, da mesma forma que o fizeram na votação DO FUNDO ELEITORAL. O mais absurdo de tudo é assistir aos nobres deputados tomarem o microfone e o púlpito e defender estas ideias criminosas com palavras e gestos tão calorosos que aqueles que não conhecem o assunto podem até se enganar achando que o estão fazendo por uma questão de opinião e não de interesse.

Paralelamente convivemos com o conceito de LIBERDADE DE EXPRESSÃO que a constituição prega e que o cidadão brasileiro simplesmente não consegue mais entender, desde que o Superior Tribunal Federal instaurou a DITADURA DA TOGA, mandando instaurar processo, investigar e prender quem fala qualquer coisa que ofenda aos ministros daquele tribunal intocável. Em primeiro lugar o direito do cidadão de discordar dos ministros, deve ser garantido pois os mesmos não deveriam pelo menos, ser intocáveis. Além do mais, não cabe pela própria constituição de 88, a péssima Constituição que rege a sociedade brasileira, ao STF cumprir todas as fases do processo como estão fazendo alguns ministros. 

Todos estes absurdos vão criando um clima de instabilidade institucional que embora os esclarecidos saibam que tem um objetivo claro: derrubar o presidente Bolsonaro, acaba por prejudicar, como um todo, o processo econômico e social de nosso país, piorando a situação que a pandemia se encarregou de deixar bastante nebulosa. Gritamos, reclamamos e tentamos acreditar que existem representantes do povo, quer dizer, nossos representantes, lutando por nós nas casas legislativas. No entanto a cada dia que passa e a cada golpe que assistimos entre os parlamentares e nas instituições que deveriam zelar pela lei em nosso país, acontece exatamente o inverso, aumentando o descrédito e a desesperança nas instituições.

Resta o grito por alguma coisa que possa acontecer na base da explosão ou “fora das quatro linhas”, o que não seria o ideal e que na verdade vem sendo evitado a todo custo pelos verdadeiros patriotas deste país. Porém a paciência da maioria vem diminuindo e isto se constitui em um perigo enorme em um país que teve seus grandes problemas resolvidos através exatamente da fúria do povo nas ruas. Afinal, da maneira como as coisas estão, ficar esperando que o Congresso Nacional ou o STF resolvam as coisas, é o mesmo que DAR MURRO EM PONTA DE FACA.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email