O plástico está tão integrado à vida moderna que é quase impossível encontrar uma atividade em que não esteja presente. As vantagens do uso deste material são sentidas pelos consumidores e pela indústria.
Na fabricação dos carros, as peças e acessórios plásticos diminuem o peso e impactam em menor consumo de combustível. Por esse motivo, as montadoras demonstram um grande interesse em ampliar o uso de materiais mais leves e resistentes em peças fabricadas tanto para as carroçarias quanto para os motores. O sofisticado setor aeroespacial também segue o mesmo caminho, ampliando as possibilidades de uso do material nas janelas, para minimizar os ruídos externos e filtrar os raios ultravioletas, além substituir a pintura da fuselagem, reduzindo as paradas de manutenção, por exemplo.
Na construção civil, portas sanfonadas, torneiras, tubos e conexões feitas de plástico substituem com ampla vantagem o vidro, metal e madeira, barateando o custo e garantindo maior vida útil aos produtos. No caso das embalagens, setor que absorve 42% das resinas, o uso do plástico alça vôos maiores com a incorporação da nanotecnologia. Num futuro próximo, novas formulações permitirão a utilização de embalagens interativas, nas quais sensores indicarão aos consumidores se o produto encontra-se em bom estado de conservação.
Ou seja, cada vez mais vivemos num mundo do plástico. O Brasil produziu mais de 4,9 milhões de toneladas de resinas provenientes da transformação da nafta e do gás natural em 2006, um crescimento de 10,4% em relação à 2005, segundo dados da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química). Deve ganhar mais espaço com as novas tecnologias e aplicações do plástico no mundo moderno.
Mas, para que estas revoluções sejam revertidas a favor do setor, é preciso que a indústria de transformação plástica brasileira, que forma a 3ª geração petroquímica, esteja atenta aos movimentos globais da economia. Sim, porque, se numa ponta a horizontalização dos processos facilitou as trocas comerciais, diminuiu as distâncias para compra de peças e contribuiu para baratear os custos de produção, na outra, impôs que as empresas respondam com maior rapidez às ameaças intrínsecas do processo de globalização. A resposta aos desafios vem na forma de investimentos em pesquisa, qualificação de pessoal, redução de impacto ambiental, atenção à tendência de uso do plástico oxibiodegradável, incorporação de tecnologia e redução de custos de produção para aumentar a competitividade.
Como a balança não é equilibrada, quem sempre sai perdendo são as indústrias de transformação de pequeno e médio porte, representadas no país por mais de 8,5 mil empresas que empregam 236,6 mil pessoas, segundo dados da Abiplast (Associação Brasileira da Indústria do Plástico). No caso do Pólo Petroquímico do ABC, mais de 90% das 500 indústrias transformadoras são pequenas e médias.

Ora, considerando que o setor petroquímico é importante fonte de recursos para os municípios e estado, o papel do poder público se faz presente com a interlocução e apoio às atividades demandadas pela cadeia, propiciando seu desenvolvimento. Neste sentido apresentamos parte de nossas ações, embora regionais, que têm impacto na estrutura do setor e quiçá modelo ao Brasil. Isso passa pela consolidação do APL do Plástico no ABC, difusão da pesquisa, incentivo à qualificação, acesso das empresas a novas tecnologias e linhas de crédito, reforço às parcerias entre empresas, universidades, órgãos públicos e iniciativa privada.
Na esteira dessas necessidades, em outubro a prefeitura de Santo André, com o apoio de empresas do setor, promove a 2ª Rodada de Negócios – Plásticos e o 6º Seminário do Setor Plástico do Grande ABC, juntamente com o Consórcio Intermunicipal, a Câmara Regional e a Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC. São dois eventos integrados e complementares que permitirão que empresas transformadoras de matéria-prima entrem em contato com as reais necessidades do merc

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