Esses dias eu recebi um e-mail do Junior Borneli, CEO da Startse, com o título de “A era da Imprevisisibilidade”, em que o empresário falava sobre o fato de atualmente a concorrência vir de todos os lados. A disputa não é mais entre os canais de televisão aberta – Globo x SBT x Record – mas entre todas elas e os canais do Youtube, além de alguns outros exemplos que ele citou. Grandes Empresas foram derrubadas por outras menores e tudo isso com a ajuda do cenário tecnológico que encontramos na atualidade. O seguinte trecho, na verdade, foi o que me chamou mais a atenção:

 “Os mapas mentais da gestão atual não fazem mais sentido. O movimento acelerado de transformação da economia, que já acontecia nos últimos anos, explodiu com a pandemia. Tudo o que aprendemos até aqui precisa ser revisto. O mundo será cada vez mais competitivo, novas tecnologias surgirão com mais velocidade e o conhecimento será cada vez mais perecível. A “zona de conforto” não existe mais. Entramos na era da busca constante pelo novo.”

Na realidade, a pandemia intensificou o hábito de consumir o que é digital, porém este trabalho já vem sendo executado há algum tempo. Inclusive dizem por aí que o marketing digital já está com os dias contados. E quem ouve isso pensa logo que o futuro está reservando algo extraordinário para ocupar o espaço que os “anúncios” digitais ocuparam nos nossos smartphones, né? 

Na verdade, quando surgiu esse boom da tecnologia criou-se a nomenclatura para separar o físico do digital, mas em um futuro bem próximo voltará a ser apenas marketing e de acordo com o Bill Gates, fundador da Microsoft, “Se o seu negócio não estiver na internet, seu negócio irá ficar sem negócio”. Ou seja, tudo fará parte do seu empreendimento, se você é físico você tem que ser digital e se você é digital você precisa ser mais digital.

É incrível pensar que hoje é relativamente simples iniciar um negócio. Recentemente, meu primo se mudou para Florianópolis, alugou uma casa grande e fez seu próprio hostel, utilizando o AirBnb.

Antigamente para você pensar em ter sua própria pousada teria que dispor de um investimento relativamente alto e arriscado.

Da mesma forma, no ano passado uma amiga abriu seu restaurante, focada totalmente em entregar pelo Ifood. Hoje eles estão imensos, com faturamento alto, equipe ainda maior, mas sem estabelecimento físico, continuam apenas na entrega. Outra amiga decidiu vender aqueles mimos de papelaria, sabe? Canetinhas coloridas, cadernos personalizados, agendinhas e esse tipo de produto pelo Instagram e está conseguindo se manter, após ter sido demitida com a chegada do coronavírus.

Esses dias peguei um Uber que só acionava o aplicativo durante algumas horas antes e algumas horas depois do trabalho, na tentativa de fazer uma renda extra nos horários que ele tem que se locomover para a região que trabalha. Foi a renda extra que ele pensou para montar seu próprio negócio. Imagina como era antes, todo o trabalho e dinheiro que você tinha que dispor para conseguir uma placa de Táxi, e oferecer esse tipo de serviço.

E uma das transformações mais loucas que tenho visto foi o trabalho de uma banda de rock que escolheu as redes sociais para se promover produzindo vídeos no Youtube e postando em grupos de rock no Facebook. A Overdrive Duo tem mais de 2 milhões de views, quase 1500 curtidas e 600 compartilhamentos em cada vídeo que eles postam. Já somam mais 2 bilhões de Visualizações no total e possuem mais de 45 mil ouvintes mensais no Spotify. Números que seriam impossíveis sem uma grande gravadora por trás, se pensássemos no formato antigo de se lançar uma banda ou um álbum. Custos de produção, distribuição, percentual das rádios (o famoso “jabá”), marketing, etc.

Enfim, a internet facilitou a vida de muita gente e isso nos trouxe infinitas possibilidades de começar do zero e com pouco, e principalmente nos permite migrar de um emprego tradicional assalariado ao negócio próprio. E aqui não estou dizendo que é simples e fácil, apenas que é mais acessível que antes.

Por que no digital?

• A internet te possibilita alcançar clientes em lugares que você nunca imaginou. O custo para conquistá-los é menor e você poderá atraí-los por meio de campanhas para públicos específicos, através de tráfegos em mecanismos de pesquisa, como Google ou por interesses relacionados, como Facebook e Instagram.

• Você pode começar utilizando as redes sociais e as plataformas digitais como uma “vitrine de vendas” de seus produtos ou serviços e aos poucos, utilizando posts e conteúdos direcionados, atrair novos interessados. Se você tiver um produto fantástico ou um serviço de qualidade, às vezes tudo que precisa para começar é a indicação de um amigo ou de um único cliente. A partir disso, seu serviço ou produto estará validado e você começará a receber mais pessoas interessadas.

• A melhor parte de você estar no mercado digital é que se você é nas horas vagas, pintor de quadros, desenhista, cartunista, músico, artesão, fotógrafo, criador de conteúdo, jornalista, designer, arquiteto, contador, ou mesmo trabalhando para alguém ou uma empresa, você poderá começar a criar sua autoridade digital, seu perfil no Instagram ou Fanpage no Facebook, um canal no Youtube, Podcast no Spotify ou até um blog e com isso apresentar o seu produto. Essa audiência que você vai começar a criar é o ponto de partida para a sua liberdade.

• Criando uma boa reputação online, você poderá se utilizar desse “nome”, dessa audiência que você conseguiu reunir e aumentar o tráfego de potenciais clientes nas suas redes sociais. Consequentemente, crescerá a visibilidade do produto ou serviço que você oferece e quem sabe aproveitará para divulgar produtos ou serviços de marcas que tenham a ver com o seu trabalho. A parte positiva é que quanto mais a sua audiência aumentar, você gastará as mesmas horas produzindo o seu conteúdo, porém impactando cada vez mais pessoas.

Você não tem mais desculpa para não abrir seu próprio negócio. Hoje tudo é possível, com um pouquinho de boa vontade e criatividade você vai longe. Pense nisso!

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