Mulheres são as maiores consumidoras

O mercado erótico brasileiro cresce de forma acelerada nos últimos anos. E, além disso, também passa por uma mudança no comportamento dos frequentadores. Antes, a maioria das pessoas que comprava algum artigo erótico eram homens solteiros, hoje esse cenário mudou, e quem protagoniza esse crescimento são as mulheres, que somam quase 70% das vendas do segmento.
Segundo informações da Abeme (Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico e Sensual), o segmento gerou mais de R$ 1 bilhão em 2012.
Para a personal sex trainer, Fátima Mourah, a mudança de público deve-se, principalmente, por conta das quebras de tabus relacionados ao sexo e também pelo aumento do acesso do público feminino a todo tipo de informação. “Hoje, não existe mais o preconceito de que isso não é permitido. As mulheres mudaram a postura e assumiram a responsabilidade sobre o próprio prazer”, comenta.
A Maria Chic Sex Shop é um empreendimento amazonense que investe nesse segmento há mais de cinco anos e aposta nas novidades para o setor. No ano passado, o lucro da empresa triplicou, devido ao sucesso de seus lançamentos no segmento de cosméticos e brincadeiras eróticas. “Os nossos clientes são fiéis e uma boa maneira de mantê-los é reinventando novos produtos, que variam de R$10 a R$ 300”, explica a empresária Márcia Vargas.
O empresário Eduardo Monteiro Guimarães também está no ramo há meia década e conta que o perfil do consumidor variou bastante nos últimos anos. “Era difícil uma mulher entrar na loja sozinha. No início, até me revezava no balcão para não constranger. Hoje, elas chegam com amigas e ainda me pedem ajuda”, brinca.
Entre os produtos mais procurados estão as lingeries e pequenos jogos eróticos. “De modo geral, o mercado tem um preço acessível. O difícil é comprar poucos”, diz Mourah, que ministra palestras em todo o país incentivando mulheres solteiras e casadas a investirem na própria autoestima.

Mercado online

Apesar das transformações, alguns consumidores ainda hesitam em visitar um sex shop. Por isso, muitas empresas nacionais apostam na opção de vendas via internet.
Nesse segmento, os homens dividem mais igualitariamente a fatia de consumo. As compras são realizadas por 55% do público feminino e 45% pelo masculino. “O diferencial nas compras online é o gasto com entrega em domicílio e limitação nas informações sobre o produto”, diz Mourah.

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