“Mulher não tem mais que cuidar da casa, apenas.Todos são responsáveis pela família”

Esta semana comemora-se o ‘Dia Internacional da Mulher’ em todo o Brasil. Assim como existem muitas conquistas a se destacar com relação ao público feminino, ainda existem dificuldades a se superar, principalmente dentro do universo político, é o que aponta a deputada estadual, Therezinha Ruiz (DEM). Militante do setor de educação, a parlamentar afirma que falta às mulheres mais interesse em se especializar e brigar para ocupar ainda mais espaços e aproveitar o novo conceito de família, em que os direitos iguais prevalecem. “Não existe mais a história de que mulher tem que cuidar da casa. Hoje, todos são responsáveis pela família”.
Apesar da pouca representatividade física do público feminino na ALE (Assembleia Legislativa do Amazonas), que conta com três parlamentares, sendo elas Vera Lúcia Castelo Branco (PTB), Conceição Sampaio (PP) e Therezinha Ruiz (DEM), a atuação das deputadas tem se destacado pela defesa dos direitos da mulher no Estado.
De acordo com Therezinha Ruiz, a maioria das mulheres aprendeu a exigir os seus direitos e estão obtendo respostas, no sentido de realizar tarefas e ocupar espaços antes somente exercidos pelos homens, mas ainda apresentam insegurança quando precisam assumir a liderança. “Percebemos que a insegurança existe, mas quando há políticas públicas voltadas para isso, consequentemente, há melhorias neste cenário, como o governo do Amazonas, por exemplo, que privilegia muitas mulheres em cargos públicos importantes”, destaca a parlamentar que já foi subsecretaria e secretária de Educação, além de ocupar outros cargos de coordenadoria na gestão estadual, durante os últimos anos.
No Brasil, estimativas dão conta de que 51% da população é de mulheres, mas na prática, como avalia a deputada, quem domina são os homens. O ponto de maior mudança no quadro atual, depende de que as mulheres se especializem mais e busquem um diferencial, já que o mercado considera o público feminino mais interessante, por ser mais sensível e possuir mais poder de argumento. “É uma coisa natural. Como se nós transparecêssemos o lado materno. Isso passa segurança nas ações e é uma coisa única das mulheres”, analisa Ruiz.
Para a deputada democrata, as candidaturas da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT) e da senadora Marina Silva (PV) é uma grande vitória do povo brasileiro e será um fator determinante e motivador para que as mulheres assumam compromissos políticos e lutem pela representatividade. “O Brasil hoje é um país melhor, por que distribui suas forças entre homens e mulheres. Por sua vez, as mulheres têm, em suas mãos, um potencial maior de liderança do que os homens. Esse é cenário que se forma atualmente”, afirmou.

Líder parlamentar do Partido Democrata está na briga pela reeleição

Destaque da ALE (Assembleia Legislativa), por ser, dentre os colegas parlamentares, a figura política que mais possui trânsito dentro das esferas federais, estaduais e municipais, independente do posicionamento de seu partido, o DEM, Therezinha já se prepara para mais uma luta em campo: as eleições deste ano. “Possuo relações amistosas com o governo, do qual já fiz parte; com Amazonino, com quem trabalhei em 2009 como Secretária de Educação, e com o ministro Alfredo, de cuja administração participei muito”, avalia.
Candidata automática à reeleição, a parlamentar aposta na conquista de três novos projetos: Regulamentar e trazer para o Estado a lei federal 11.301/06 que amplia o conceito de aposentadoria a profissionais da educação, beneficiando também os profissionais que trabalhem fora das salas de aulas. “Ou seja, a lei da aposentadoria funciona para os professores que lecionam até o final. Aqueles que deixavam as salas de aulas para assumir alguma atividade de coordenação dentro do segmento, possui outra regra para a aposentadoria. Nossa luta prioritária, este ano, é unificar a aposentadoria a todos os profissionais”, explicou, ressaltando que toda a classe educacional vai sair beneficiada com a aprovação deste projeto pelo governo.
Outra proposta para este ano é tornar obrigatória a publicação de um ‘Balanço Ambiental’ das empresas e a criação da figura do ‘psicólogo escolar’, cuja viabilização deverá trazer mais segurança às escolas e melhor controle do crescimento social dos estudantes. “O setor de educação possui problemas históricos que precisam ser resolvidos gradativamente. Penso que a melhor saída seria trabalhar a educação, interligada com a saúde e assistência social”.

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