27 de fevereiro de 2021

Mudanças provocadas pela pandemia no mercado imobiliário

O isolamento social causado pela pandemia do novo coronavírus colocou milhões de trabalhadores de todo o país em home office. As crianças também passaram a ter aulas pela internet, e o resultado não poderia ser outro: passando mais tempo reunidas em casa do que nunca, as famílias começaram a reavaliar suas necessidades em relação ao espaço onde moram. Isso influenciou o mercado imobiliário.

Mercado imobiliário

Nos primeiros meses de quarentena, observou-se um movimento de busca por acessórios para facilitar o trabalho remoto e de utensílios para pequenas reformas. Com o passar do tempo, no entanto, muitos brasileiros passaram a buscar casas e apartamentos mais amplos para viver.

Segundo um levantamento feito pela plataforma Quinto Andar, a busca por imóveis para alugar de três quartos aumentou 9% com a pandemia, e o interesse por apartamentos com quatro quartos cresceu nada menos que 58%. A procura por imóveis menores, por sua vez, recuou: para os de dois quartos, a queda foi de 22%, e para os de um quarto, 37%.

Mas não foi só o mercado de aluguel que sentiu os impactos da pandemia. Com a crise econômica, os preços dos imóveis à venda ficaram estagnados, e quando combinados às baixas taxas de juros para financiamento, deixaram mais pessoas interessadas em comprar.

Fora dos grandes centros

A busca por imóveis à venda não apenas aumentou, como se deslocou. Depois de muitas empresas anunciarem que vão adotar o home office permanentemente, o interesse por empreendimentos fora dos grandes centros disparou, impulsionado por pessoas que sonham com a casa própria e que buscam lugares com mais espaço e conforto.

A InstaCasa, startup que auxilia loteadores na venda de empreendimentos de forma digital, registrou crescimento de 250% no segundo semestre de 2020, na comparação com o mesmo período do ano passado. Presente em quatro das cinco regiões brasileiras, a empresa digitalizou mais de 24 empreendimentos este ano e movimentou R$200 milhões de reais entre março e novembro, ultrapassando dois mil lotes vendidos.

“As pessoas perceberam que com o home office, é possível morar em um local mais afastado e com maiores áreas, o que acabou aquecendo o mercado de loteamentos. A volta do investimento na economia real, como a aquisição de lotes em função dos baixos retornos em investimentos tradicionais, foi outro fator positivo”, diz o CEO da InstaCasa, Mauricio Carrer.

Segundo Carrer, os empreendimentos na Região Metropolitana de São Paulo foram os que mais se destacaram no período. Para lidar com o aumento na demanda, a empresa dobrou sua equipe, que conta com arquitetos, profissionais de TI e de comunicação. No ano que vem, a InstaCasa deve participar de 50 novos lançamentos, e planeja fazer novas contratações.

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