Mudança na poupança traz estímulo

A medida provisória que alterou as regras da poupança, desde a última sexta (4), pode estimular o consumo e criar expectativas de um novo fôlego para comércio local, que vem registrando um fraco desempenho nos primeiros meses de 2012.
De acordo com a última pesquisa da Fecomércio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), o faturamento bruto do setor caiu 9,6% em fevereiro frente a janeiro e registrou um pequeno crescimento de 1,9% frente a igual período do ano passado. Seguindo o mesmo caminho, as vendas brutas declinaram 10% na comparação com janeiro e cresceram 1% em relação a fevereiro de 2011.
“O efeito principal da medida é porque ela demonstra a intenção do governo em cortar ainda mais a Selic –taxa básica de juros-, o que consequentemente acelera o consumo. Eventualmente, também pode acontecer de o poupador tirar o dinheiro, devido às condições menos favoráveis de rendimento e injetar no comércio, ou seja, gastar, estimulando o consumo e aproveitando o bom momento da economia”, avaliou o vice-presidente da entidade, Aderson Frota.
O assessor de investimentos Dean Luiz explica que a intenção do governo federal em baixar os juros é continuar estimulando o consumo e junto com ele as atividades do comércio e da indústria, mas para isso são necessárias essas alterações.
“É uma medida estratégica. Se a poupança não fosse alterada, íamos presenciar uma corrida pelo resgate dos títulos e uma migração para a poupança que ficaria mais rentável e conta com a vantagem de não exigir recolhimento do imposto de renda. O governo teria que dispor de muito caixa para que os investidores fizessem esse resgate além de perder essa parcela, que contribui comprando títulos de dívidas públicos”, explanou.
Ele lembra que a previsão do governo é de reduzir a taxa Selic a 8% ao ano até o final de 2012. “Dessa forma, o aquecimento vai se dar de forma geral, atingindo o setor imobiliário, vestuário, equipamentos eletrônicos. Enfim, é salutar para o comércio e também para a indústria”.

Inflação

O consultor reforça apenas o alerta ao crescimento inflacionário, consequência de um aquecimento muito acelerado do consumo. “Temos que observar como o governo pretende controlar a inflação”, pontuou.
Quanto à inadimplência, Aderson Frota disse apostar no amadurecimento do consumidor. “O consumidor está mais maduro do que há quatro anos atrás. Ele se programa melhor e tem mais preocupação em manter seu poder de compra. Só vale lembrar que o cartão de crédito e o cheque especial continuam difíceis de pagar em caso de atraso por que a alteração não afeta os juros de mora que incidem sobre essas modalidades”, avisou.

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