Mudança climática ameaça afetar produção agrícola, aponta estudo

A rápida elevação nas temperaturas mundiais poderá levar vantagem sobre os esforços dos agricultores em manter a produção, dizem especialistas que pedem verbas para desenvolver novas culturas e congelar as linhagens resistentes ao calor desenvolvidas ao longo dos séculos passados.
Um estudo da Stanford University publicado na última sexta-feira estima que os períodos de cultivo africanos para os alimentos básicos do continente –milho, painço e sorgo– serão mais quentes em nove de cada dez anos até 2050.
Os produtores podem fazer adaptações mudando os tempos de cultivo ou usando variedades novas, mas o ritmo da mudança exigirá uma ajuda extra, concluiu o estudo na revista cinentífica Global Environmental Change.
“Para a maioria dos produtores da África, o aquecimento rapidamente tomará conta do clima, não apenas para além da variação da experiência pessoal deles, mas também para além da experiência de outros produtores de seus países”, afirmou o estudo, cujos autores são de Stanford e do Global Trust Diversity Trust.
Estados Unidos, Grã-Bretanha e União Europeia revisaram recentemente os impactos da mudança climática.
A Casa Branca publicou nesta semana um relatório prevendo que ondas de calor, enchentes, secas e pestes danificarão as plantações e concluiu, por exemplo, que a produção de amoras poderá se tornar impraticável na área central da Costa Leste até 2050.
A Grã-Bretanha disse na quinta-feira que serão “inevitáveis” verões 2 graus Celsius mais quentes no sul da Inglaterra até a década de 2040 e citou uma pesquisa com produtores indicando que metade deles já sofre os efeitos das mudanças climáticas.

Pesquisa e efeitos

A comissão executiva da União Europeia indicou em abril uma pesquisa mostrando efeitos positivos para os próximos 30 anos – por exemplo, invernos mais amenos – mas efeitos negativos cada vez maiores com o passar do tempo.
“A magnitude das mudanças climáticas pode exceder a capacidade de adaptação de muitos produtores”, disse ela.
O desenvolvimento de safras mais resistentes, por exemplo, envolve uma década ou mais de culturas ou de desenvolvimento de variedades novas, até que elas cheguem às mãos dos agricultores nas áreas atingidas.

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