14 de abril de 2021

MPEs vão pedir a governo para facilitar abertura de acesso ao crédito

O caminho que os brasileiros percorrem até conseguir formalizar a criação de sua empresa ainda é cheio de incertezas

O caminho que os brasileiros percorrem até conseguir formalizar a criação de sua empresa ainda é cheio de incertezas. A agilidade do processo depende de vários fatores, como, por exemplo, o Estado onde se tenta abrir um negócio. Nesse momento, a informalidade acaba sendo o rumo escolhido por muitos, como conta o presidente da Assimpi (Associação Nacional dos Sindicatos da Micro e Pequena Indústria), Joseph Couri. Para tentar melhorar as condições dos micro e pequenos empresários, o presidente da Assimpi levará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva propostas que o governo federal poderia adotar para o setor.
“A formalização da abertura de empresas pode levar de dois a 30 dias, dependendo do Estado. O problema é quando você entra no imponderável. Quando se entra na frase ‘depende’ é que começam os problemas e muitos acabam desistindo de se formalizar, de estar na legalidade, o que é muito ruim”, disse ele, em entrevista à Agência Brasil.
Além desse problema, outros foram intensificados com a crise financeira, como o acesso ao crédito. Segundo Couri, em setembro do ano passado a liberação de crédito pelos bancos era efetuada em até dois dias, enquanto hoje a mesma operação chega a demorar até 15 dias. O valor das taxas de juros também foram multiplicadas.
“Levaremos ao presidente sugestões de uma agenda construtiva para fortalecimento do mercado interno, desoneração do micro e pequenos empresários, que tiveram aumento de carga tributária, e acesso, redução do custo e mais agilidade para acesso ao crédito”, afirmou Couri. Uma audiência com o presidente Lula estava agendada para ontem, mas teve de ser desmarcada e ainda não foi definida outra data para o encontro.
Em fevereiro, a associação assinou um protocolo de intenção com a CUT (Central Única dos Trabalhadores) contra acordos coletivos que reduzam o salário e a jornada de trabalho dos funcionários, o que causa uma redução do poder de compra e ameaça o mercado interno, público- alvo dos micro e pequenos empresários.
Atualmente, o setor representa, de acordo com a Assimpi, 99% de todas as empresas no Brasil e 94% daquelas do ramo industrial. As mais de seis milhões de micro e pequenas empresas respondem por 60% dos empregos diretos da economia formal.

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