MPEs terão R$ 2,7 milhões para inovação

C om o objetivo de alavancar os negócios por meio da transferência de metodologia e boas práticas da inovação, foi lançado na última quinta-feira (8) o Nagi-AM (Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação no Amazonas). Com recursos que atingem a soma de R$ 2,7 milhões, voltados para a consultoria de MPEs (micros, pequenas e médias empresas), dos segmentos de agroindústria, oleiro-cerâmico, madeira-móveis, plástico e construção civil. O projeto foi criado e desenvolvido pela Fucapi (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica) e será posto em prática por meio de parcerias com o Senai-Am (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Amazonas), Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas) e Sebrae-Am (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas do Amazonas).

Inovando MPEs
O ponto central de atuação do Nagi será o assessoramento por meio de consultores, explica o pesquisador e coordenador do Nagi-AM (Fucapi), Renilson Silva. “A ideia é oferecer oportunidades de inovação e mostrar ao empresário mais tradicional, o que é inovação. Temo o exemplo do setor cerâmico-oleiro, que é muito tradicional. Com a consultoria iremos mostrar como expandir a comercialização, como lidar com a concorrência, otimizando a produção e melhorando o produto”, conta.
De acordo com o técnico de inovação e coordenador do Nagi pelo Senai-AM, Alan Rodrigues, o projeto está constituído em linhas de ações integradas, considerando a inovação como processo sistemático, organizável e gerenciável. “As ações serão voltadas para a sistematização da inovação. Por meio de consultorias, prestadas por especialistas da USP (Universidade de São Paulo), que irão realizar diagnósticos que comporão o plano de ação. É necessário que o empresário tenha o interesse em aderir a este plano para ter acesso aos recursos” resume o técnico.

Suprindo carências
O projeto vem para suprir carências locais no apoio à gestão da inovação, para isso foram contratados através de licitação, consultores da FIA (Fundação Instituto de Administração), pertencente à USP (Universidade de São Paulo). Dos R$ 2,7 milhões totais, R$ 400 mil serão destinados ao pagamento destes profissionais, que prestarão serviços de acordo com a necessidade de cada empresa.
O projeto Nagi é financiado com recursos do MCTI (Ministério da Ciência e Tecnologia) via Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).
As empresas selecionadas, durante a sistematização dos processos inovadores podem contar com o apoio de consultorias ainda mais específicas, como design, engenharia, econômico-financeira e outras. “Em contrapartida, o empresário precisará prestar conta de apenas 5% do valor de implantação do plano. Um valor mínimo do investimento”, conta Renilson.

Recursos
O projeto, criado pela Fucapi, terá execução no Estado pelo Senai. Além do pagamento dos consultores e investimentos, os recursos também servirão para suprir questões pontuais como pesquisas de novos produtos e novas tecnologias. “Os consultores irão propor estas inovações e os recursos serão liberados com a aceitação do empresário. Queremos que este receba melhorias em negócios que já conheçam e pratiquem. Os recursos irão potencializar negócios já existentes”, disse Rodrigues.

Outros mercados
Os aspectos logísticos da região são sempre lembrados como gargalos para a inovação das empresas e competitividade, mesmo com muitos aportes do poder público para melhorar a produção e o escoamento. “Com o projeto e os recursos aplicados, a idéia é fazer com que os empresários negociem além do nosso Estado, ganhando outros mercados”, fecha Silva.
De acordo com o técnico, além dos benefícios para a indústria do Estado o projeto também fortalece as ações do Núcleo de Inovação do Sistema Federativo. “O Nagi possibilita a extensão das atividades de inovação já existentes no Sistema de Inovação da Fieam, como por exemplo, o Edital do Senai/Sesi de Inovação, Inova Talentos, Prêmio Nacional de Inovação da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e serviços de consultoria tecnológica”, ressaltou.

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