MPEs terão aporte de R$ 300 mil para pesquisa

As micro e pequenas empresas do Amazonas podem concorrer de R$ 100 mil até R$ 300 mil de apoio financeiro para investir em projetos ou produtos inovadores. Os recursos serão disputados no Pappe Integração (Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas) da Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas), que teve o edital lançado, ontem, pelo governador do Estado, Omar Aziz.
“O empresário precisa de alguma garantia de produção senão não vai investir nela. Para quem não tem nada, pegar esta quantia para pesquisar, investir num software, de como produzir na várzea ou em campos abertos, é muito positivo em médio prazo”, disse o governador.
Ao todo, são R$ 6 milhões para serem aplicados no período de três anos no custeio de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica na concepção de novo produto ou processo de fabricação.
O programa visa impulsionar as atividades regionais e que privilegiem os insumos locais. São preferenciais para a seleção as empresas focadas em ações nas áreas de construção naval, artesanato, fibras amazônicas, polo cerâmico-oleiro, polo de moda, fitoterápicos e fitocosméticos, por exemplo.
O governador reconheceu a necessidade de investimentos para impulsionar a extração e modificação da matéria-prima local. “Tudo quanto se produz de juta e malva, se vende. Mas não tem matéria-prima no Estado. O processo de separação é manual”, apontou a dificuldade da produção. Por outro lado, citou a solução de ganho de tempo em outro ramo de atividade com a criação de empresários de uma máquina capaz de descascar tucumã.
Sobre a exportação dos insumos regionais, o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia (Sect), Odenildo Sena, avalia a necessidade de serem explorados antes da comercialização. “As grandes empresas importam nossas matérias-primas e transformam em produtos sofisticados. O caboclo do interior acaba recebendo ‘micharia’ pelo insumo. Diferente da matéria-prima bruta exportada, se a mesma for transformada em produto por empresas da região elas agregarão valor para o Estado”, avaliou.

Subvenção econômica

“A modalidade do projeto é de subvenção econômica, ou seja, os recursos não são financiados, e por isso, não precisam ser reembolsados”, atenta o diferencial deste tipo de benefício, a diretora-presidente da Fapeam, Maria Olívia Simão. A subvenção econômica para inovação empresarial tem respaldo da Lei da Inovação (Lei nº 10.973/04), regulamentada pelo Decreto nº 5.563 de 2005.
O empresário Aguimar Simões, da empresa Revestimentos da Amazônia, participou do projeto e recebeu o incentivo de R$199 mil para investir no desenvolvimento de revestimento ecológico. “Agora, aproveitamos matérias-primas, que antes eram descartadas, para serem transformadas em objetos de decoração e ainda desenvolvemos máquinas automotivas que aumentaram a nossa competitividade no mercado”, disse.
O programa estabelece o desenvolvimento de projetos no prazo máximo de dois anos. Os empresários têm até 16 de junho para fazer as inscrições para a quarta edição do programa. O formulário pode ser preenchido no endereço eletrônico www.fapeam.am.gov.br.

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