MPEs sentem reflexos do abalo econômico com seletividade dos bancos

A crise financeira gera maior restrição no crédito, principalmente, devido à total incerteza quanto a profundidade e a extensão do cenário atual. E em um momento em que a seletividade é foco dos bancos, as MPEs (Micro e Pequenas Empresas) sentem com este procedimento, avaliou o conselheiro econômico do Secif (Sindicato das Financeiras do Estado do Rio de Janeiro), Istvan Kasznar.
Para o especialista, o governo deveria criar soluções para que as MPEs não sejam tão prejudicadas, principalmente, se a crise continuar. A possibilidade de aumentar os prazos para pagamento de impostos seria uma das soluções, no entanto, nada está sendo feito neste sentido.
“Mas, como em todas as crises, vai chegar o momento em que se atingirá um nível de menor volatilidade. Evidentemente, não voltaremos ao patamar anterior de crescimento da atividade creditícia. No entanto, esse pavor inicial vai se dissipar e a situação, já no mês que vem, tende a ser bastante diferente da atual principalmente para as empresas que estão hoje sufocadas”, disse Kasznar.
Vale lembrar que os empresários das micro e pequenas empresas de São Paulo, que tiveram um primeiro trimestre generoso neste ano e ajudaram a elevar o desempenho do Estado, estão preocupados com a desaceleração da economia norte-americana. “Pois, o baixo ritmo de crescimento da economia mundial e, consequentemente, a demanda por produtos exportados pelo Brasil pode prejudicar indiretamente os pequenos negócios”, ressaltou um empresário que preferiu não se identificar.
O diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, frisa que as MPEs nunca tiveram fácil acesso ao crédito e neste momento de crise, infelizmente alguns setores já estão sofrendo. Vale lembrar que sempre existiu muita burocracia para as MPEs em relação ao crédito tradicional e taxas de juros elevadas. “No entanto, a crise oferece oportunidades para se criar soluções e uma delas é a regulamentação da lei geral das MPEs”, disse. “Será preciso ampliar ainda mais o esforço de capacitação e incrementar as políticas de apoio às micro e pequenas empresas, como a redução do peso dos impostos, da burocracia, e ampliar o crédito à produção e o acesso à tecnologia e ao mercado de compras governamentais”, completou.

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