16 de abril de 2021

MP do dólar beneficia indústria, avalia Fieam

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A MP (Medida Provisória) publicada ontem pelo governo federal com objetivo de frear a queda do dólar agradou a indústria amazonense

A MP (Medida Provisória) publicada ontem pelo governo federal com objetivo de frear a queda do dólar agradou a indústria amazonense. Os empresários do setor vinham alimentando uma preocupação crescente em relação à baixa cotação da moeda americana que, aponta a Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), estava causando uma supervalorização do real e gerando um grave desequilíbrio na balança comercial. “Estamos importando muito mais produtos prontos do que exportando”, afirmou o vice-presidente da entidade, Nelson Azevedo.
Segundo o dirigente, a medida mostra que o Governo está procurando proteger a economia. “É claro que a MP por si só não resolve o problema. A solução mais completa seria desonerar as exportações, pois com as cargas tributárias que temos, estamos exportando tributos e não produtos”, criticou.
O vice-presidente disse ainda que não é possível fazer grandes previsões. “É preciso analisar a situação com cautela e esperar os resultados, mas essas medidas representam, sim, uma esperança para o setor produtivo”, destacou.
O diretor da Cortez Câmbio e turismo, Mário Cortez, explica que a baixa cotação do dólar possibilita entrada maior de produtos importados. “Como a cotação do dólar está muito baixa, é mais barato comprar o produto pronto do exterior do que da indústria nacional que não tem competitividade”, explanou.
Para Cortez, o decreto vai trancar o mercado especulativo e possibilitar um equilíbrio entre as moedas.
O economista e professor da Ufam (Universidade Federal do Amazonas), Francisco de Assis Mourão, concorda com a opinião do empresário. “A medida foi feita com o objetivo de aumentar as exportações. Se os preços externos aumentam, o consumidor consome mais produtos nacionais. Se o dólar está baixo demais, a exportação é prejudicada porque os produtos brasileiros perdem a competitividade aqui e lá fora. Não há como competir com os países da Ásia porque nossa carga tributária é muito maior”, completou o economista.
Nesse sentido, segundo ele, a medida vem para equilibrar e trazer resultados positivos para a indústria, principalmente. “Por outro lado, ao mesmo tempo que favorece as exportações, baixa as taxas de juros, consequentemente prejudicando o índice da inflação que estava sendo controlado até o momento pelo Banco Central. É bom para a indústria e ruim para o bolso do consumidor”, alertou.

Investimento produtivo

A entrada de investimentos estrangeiros produtivos no país não será afetada pela MP, conforme informações dadas ontem à imprensa pelo presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. O empresário Mário Cortez concorda. “Isso porque o capital especulativo, foco das ações do Governo, é diferente do capital de investimentos”, finalizou.

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