Motor da economia amazonense

Com representatividade de aproximadamente 50% do total de indústrias que operam no PIM (Polo Industrial de Manaus) e investimentos anuais estimados em bilhões de dólares, as fabricantes de origem estrangeira contribuem com o desenvolvimento econômico e social do Estado a partir da geração de emprego e renda. Polo duas rodas, setor de eletroeletrônicos, informática, dentre outros, contam com a participação expressiva das representações mundiais. Conforme a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), em 2015 (última atualização da autarquia), as empresas internacionais destinaram US$8,2 bilhões ao parque fabril, número 21,4% menor que o montante contabilizado no ano anterior, quando o desembolso foi de US$10,5 bilhões. Os EUA (Estados Unidos da América) e o Japão são os maiores investidores em relação ao número de indústrias e ao repasse de valores ao PIM.

Segundo a Suframa, atualmente, o polo industrial conta com aproximadamente 450 indústrias, dentre nacionais e internacionais. Até 2015, a autarquia contabilizou a participação de 214 fabricantes estrangeiras. Os últimos dados da autarquia afirmam que, no parque fabril, o Japão lidera com o total de 40 empresas participantes instaladas em Manaus. Enquanto os EUA ocupam a segunda classificação com o quantitativo de 36 indústrias.

Porém, em relação aos investimentos a ordem é inversa e quem destina maiores valores ao polo industrial são os EUA, que há 2 anos registrou o repasse de valores acima de US$1,2 bilhões. O Japão investiu US$808,5 milhões.

Os Países Baixos aparecem em terceira classificação na lista dos investidores da Suframa com o capital investido de US$362 milhões e dez empresas instaladas na capital. Em quarto lugar está a Coreia do Sul que em 2015 trouxe mais de R$338 ao Estado distribuído entre as seis fábricas existentes no polo.

De acordo com o gerente executivo do CIN (Centro Internacional de Negócios) departamento da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), José Marcelo Lima, os estrangeiros contribuem significativamente para o crescimento econômico do Estado. Ele ressalta a necessidade de fomentar a atração de investimentos para o PIM, tanto estrangeiros como também os nacionais.

“As indústrias estrangeiras representam quase a metade do total de fabricantes instaladas em Manaus e isso significa expressiva participação na geração de emprego e renda para o Estado. Como consequência, há aumento na arrecadação de tributos no Amazonas. Precisamos trazer mais investidores para o polo, sejam estrangeiros ou nacionais”, disse.

Lima falou sobre os projetos que serão desenvolvidos pelo CIN no segundo semestre deste ano com foco na atração de investidores. “Estamos trabalhando em parceria com o Governo do Estado para a realização de seminários, participação em feiras e missões prospectivas. Tudo, com o intuito de estreitar relações com novos investidores”, informou.

Entre as indústrias que operam no PIM com participação chinesa, está a Moto Traxx da Amazônia. A empresa opera na capital há dez anos e durante esse período investiu US$25 milhões. O gerente comercial da Moto Traxx da Amazônia, Zoghby Koury, considera que os incentivos tributários concedidos pelo Governo do Amazonas para a implantação de indústrias em Manaus são atraentes e incentivam qualquer fabricante a fazer parte do PIM. Por outro lado, ele relata que a política de incentivo trabalhista, que ampara o trabalhador amazonense se torna onerosa à empresa.

“O Amazonas oferece uma parte tributária muito agradável para as empresas nacionais e estrangeiras. Porém, o que pesa é o custo com a mão de obra, que em Manaus é um dos mais caros do Brasil. Um funcionário de Manaus gasta dois terços em relação aos funcionários das fábricas de outros Estados, isso por conta das exigências trabalhistas. Para um colaborador do mesmo nível de atividades, em Fortaleza (CE), a empresa paga quase um terço em relação ao valor investido na mão de obra de Manaus”, disse.
Outra empresa que tem origem estrangeira e atua na capital amazonense, é a Sovel da Amazônia Ltda. O proprietário, Ali Atieh Muhd Yacub, natural de Barni Naim – Jordânia, é pioneiro no ramo de reciclagem de papel na capital. Ele conta que aos 22 anos de idade chegou ao Brasil, no Porto de Santos (SP) e em 1964 chegou a Manaus. “Ouvi dizer que o Amazonas era próspero e decidi vir para trabalhar”, conta.
Yacub relata que se tornou vendedor de confecções e comercializava as peças na rua Marechal Deodoro, no Centro. Em 1978 o empresário adquiriu uma pequena indústria de embalagem, a Sovel da Amazônia Ltda, que naquele momento estava com dificuldade financeira. Realizou investimentos necessários para o desenvolvimento da empresa. “Me sinto feliz em poder ter contribuído com o desenvolvimento do Estado que me acolheu”.

Segundo o empresário, mensalmente a fábrica produz entre 2 mil e 2,5mil toneladas de produtos entre papel, embalagens de papelão e bobinas de papel. A produção é absorvida pelas indústrias do PIM, divididas entre todos os segmentos, como duas rodas, eletroeletrônicos, entre outros. Quando há pedidos, a Sovel ainda fornece produtos aos Estados do Pará e Maranhão.

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