Moto Honda vai ampliar mais de 20,43% da produção

A Honda vai ampliar em mais de 20,43% sua produção de motocicletas no PIM (Pólo Industrial de Manaus) no próximo ano. O anúncio, feito pelo diretor institucional da Moto Honda da Amazônia, Paulo Takeushi, no início desta semana, traz a expectativa da produção de 1,65 milhão de unidades contra pouco mais de 1,5 milhão postas no mercado interno pela japonesa este ano.

Takeushi afirmou que a Moto Honda pretende ampliar também sua revenda no Brasil, onde detém perto de 652 concessionárias, das quais mais de 60% concentradas nas regiões Sudeste e Nordeste. Neste sentido, os investimentos da organização no acumulado de janeiro a novembro já somam mais de R$ 100 milhões, consolidados por investimentos totais que superam a casa dos R$ 523 milhões no Estado.
“Os investimentos em 2007 foram considerados suficientes para capacitar a meta de produção do próximo ano. A nossa grande preocupação em 2008 será o quanto temos de investir para atender a demanda do mercado interno em 2009, já que o segmento de duas rodas manterá taxas de crescimento vigorosa”, ressaltou Paulo Takeushi.

Os investimentos da empresa no PIM foram apontados pelos especialistas de mercado como reação ao início da produção das ‘pequenas’ HaoBao, Garini, Mahindra e Dafra no PIM, além de ser uma evidente postura pró-ativa da Honda de assegurar perdas mínimas de participação no mercado ocasionado pela entrada das novas marcas. “No Amazonas, se concentra a segunda maior produção de motocicletas Honda no mundo, por isso a região é estratégica para mantermos essa linha”, afirmou Takeushi.

Mercado promissor

Segundo a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), o país se transformou num mercado promissor para empresas interessadas em investir no pólo de duas rodas, já que entre 1999 e 2006, o mercado praticamente triplicou de tamanho até chegar a 1,5 milhão de unidades. Para este ano, segundo a entidade, a expectativa é de um novo salto, na casa dos 30%.

Entretanto, a Honda possui um leque de produção diversificado o suficiente para estancar e até reverter a perda de mercado. Pelo menos na opinião de Takeushi, segundo o qual todas as outras marcas somadas possuem apenas 25% do total de participação de mercado da Honda. O executivo assegurou que, comparativamente a de outras concorrentes, a japonesa consegue taxas de financiamento para seus produtos muito mais competitivas.

Manter participação

No entendimento do diretor institucional, a Honda não teme a concorrência no segmento de duas rodas, mas quer manter a margem de participação e crescimento em relação às outras fábricas.

“Numa maneira bem simples, às vezes se pode ter 90% de um mercado de 1 milhão, independente de ser 60% de um mercado de dois, que na verdade é muito superior aos 90%. É lógico que, em se tratando de share, enquanto líderes de mercado não queremos perder espaço, entretanto é muito importante saber o tamanho do mercado no qual atuamos para conhecer o limite das perdas ou ganhos a fim de mantermos a produção sempre crescente”, explicou Takeushi.

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