Moto Honda busca ‘empatar’ com 2013

A Moto Honda da Amazônia, líder mundial no setor de duas rodas, mantém a cautela e aposta na manutenção dos números do ano passado. Mesmo com um desempenho de vendas considerado ruim em 2013 a produção de 1.400.000 motos deverá ser repetida em 2014. Mas a montadora sinaliza para uma ligeira queda nas vendas, em ano de Copa do Mundo e de eleições gerais. Mais otimista, a Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas) revelou que as empresas associadas estão prevendo estabilidade no volume de negócios este ano, alinhado com 2013. A produção de motocicletas deve ficar em torno de 1.670.000 unidades, ante 1.669.370 unidades fabricadas no ano passado.
Segundo o gerente de Relações Institucionais da MHA, Mário Okubo, o setor de duas rodas ainda sente os reflexos da crise de crédito iniciada em 2012, que comprometeu o resultado das vendas em 2013. “O ano passado foi muito ruim em vendas. A nossa projeção para este ano deve ser um pouco abaixo em relação ao ano anterior. Houve um aumento na produção. Porém, aponta que na venda não há sinais de melhora”, avaliou.
A justificativa vem na produção de janeiro que registrou aumento ao recuperar o período de férias coletivas de fim de ano. “Em janeiro acabamos produzindo um pouco mais em função de dezembro, estarmos de férias coletivas”, explicou Okudo. A montadora pretende igualar os números de produção registrados em 2013. “No ano passado produzimos 1.400.000 motos. A base para este ano está entre 1.350.000 e 1.400.000. Nós estamos fazendo a nossa parte, inclusive não paramos com lançamentos incluindo as motos de alta cilindrada”, disse.
A gigante japonesa espera pela recuperação do mercado, mas alerta para o resultado positivo de janeiro de faturamento ter ocorrido em decorrência da transferência de estoque para as concessionárias. Por enquanto as motos populares dependem dos financiamentos e não há flexibilidade. Atualmente a carteira que mais vende moto é o consórcio. “Infelizmente nós queríamos que fosse melhor, mas vamos esperar. Nosso resultado só aparece quando a venda ao consumidor é realizada, antes é apenas transferência de estoque faturado para o mercado nacional”, reiterou Okudo.
Na opinião do presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian a Copa do Mundo estimula o consumo de outros produtos, como televisores, o que exigirá mais empenho e ações para atrair os consumidores de veículos de duas rodas. “Nossa perspectiva para 2014 é de estabilidade nos negócios, sem grandes mudanças no cenário em relação a 2013, que prosseguiu com a seletividade de crédito e retração da atividade econômica”, disse.
Em relação aos emplacamentos são esperadas 1.515.000 unidades em 2014, volume praticamente igual ao de 2013, com 1.515.571 unidades. Já as vendas no atacado, que chegaram a 1.587.239 motocicletas em 2013, com queda de 2,4% em relação a 2012, devem totalizar 1.585.000 unidades neste ano. O volume de exportações de motocicletas também se manteve estável no ano passado, com 105.819 unidades, representando um aumento de apenas 0,6% em comparação a 2012. Para 2014, a expectativa da Abraciclo é que exportações cheguem a 110.000 unidades.

Preocupações sazonais
O executivo da Honda aponta duas preocupações sazonais que interferem no desempenho do setor. A primeira está no ano de Copa do Mundo quando normalmente o setor Eletroeletrônico acaba se destacando com a venda de televisores. “Dependendo da TV, é o mesmo preço de uma moto e as lojas fazem o próprio financiamento em 24 ou 36 meses, atrativos para o torcedor que quer assistir os jogos numa televisão melhor”, disse.
A eleição é a segunda preocupação da montadora que torce pela prorrogação da ZFM por mais 50 anos, ainda neste ano para seguirem com os investimentos na região. “Na eleição as questões acabam parando um pouco mais. Mas nós estamos fazendo o nosso papel, lançando novos modelos investindo naquilo que há necessidade, acreditando principalmente na Zona Franca que deu um passo para aprovação da prorrogação. Venceu a primeira batalha”, concluiu. Recentemente a MHA lançou a moto de 500 cc em três versões e no ano passado lançou a CG 125, totalmente carenada.

Honda no PIM
Inaugurada em 1976, a fábrica de motocicletas tornou-se o maior empreendimento do PIM (Polo Industrial de Manaus). Em sua planta, que ocupa uma área construída de 263.775,878 m², em um terreno de 727.983,211 m², produz também quadriciclos e motores estacionários.
A MHA é vista como um grande empreendimento fabril. Nela, acontece um complexo processo produtivo, por meio do qual são desenvolvidos ferramentas e dispositivos necessários para a fabricação de motocicletas. Para tanto, a Honda conta com mais duas unidades, localizadas na mesma planta: a Honda Tecnologia da Amazônia Indústria e Comércio, responsável pela fabricação e pela manutenção de moldes e ferramentas de produção, e a Honda Componentes da Amazônia, que responde pela fabricação de componentes e subconjuntos (escapamento, rodas, guidões e peças para chassis, entre outros).
Hoje a MHA conta com a Fábrica 4 – Solda Chassi – CG’14 100% robotizada com a missão de otimizar a fabricação do chassi das motos. Segundo o encarregado de produção, Dalglisg Marcelo antes cada chassi pesava 12 kg. “Para ser fabricado era necessário produzir cinco partes de liga de metal mais pesado”, explicou. Agora com o novo conceito de liga “leve”, uma liga de metal mais duro, porém mais leve e design moderno, passou a ser fabricado em duas partes pesando 8 kg. “O resultado foi um chassi mais resistente, quatro vezes mais leve e mais barato. A Moto Honda da Amazônia é mais do que uma montadora é uma fábrica de sonhos”, declarou.

Recall de motos
A MHA convocou os proprietários das motocicletas CB 500F e CBR 500R modelo 2014 a comparecerem a uma das concessionárias autorizadas da marca para substituição gratuita dos parafusos de fixação dos eixos dos balancins, localizados na parte externa do motor. A campanha começa no dia 31 de março e abrange 1.491 unidades.
Segundo a montadora, em algumas unidades poderá ocorrer a perda do aperto dos parafusos, gerando vazamento de óleo no motor e, caso ocorra o desprendimento total, deslocamento do eixo do balancim, provocando o desligamento súbito e irreversível do motor. “Em certas circunstâncias, o sintoma poderá ocasionar um acidente com possibilidade de danos físicos e materiais aos ocupantes e/ou terceiros”, adverte.
As motocicletas relacionadas no recall são: CB 500F, modelo 2014, com chassi inicial de 9C2PC48*0ER*0 e final de 0039 até 1152; e CBR 500R, modelo 2014, com chassi inicial de 9C2PC4710ER00 e final de 0081 até 0200. No início de março a marca japonesa também fez um chamado nos Estados Unidos para 6.954 motocicletas da linha CB 500.
Antes do proprietário se dirigir a uma concessionária, a MHA disponibiliza consulta preliminar da necessidade do reparo e os endereços dos locais de atendimento, no site www.honda.com.br/recall/motos ou pelo 0800-701-3432 de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h (horário de Brasília/DF).

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