29 de junho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Mostra Entrecores e Formas utiliza materiais pouco convencionais

Portas corridas, ferro e fios elétricos são algumas das peças usadas

Em sua primeira exposição, a artista plástica Andrea Benzecry trouxe ao público de Manaus a mostra Entrecores e Formas, na qual apresenta obras feitas com materiais não convencionais como portas corridas e ferros (geralmente achados nas ruas), além de materiais de construção e fios elétricos, entre outros. A abertura aconteceu na última quinta-feira e contou com a presença da DJ May e de uma amostra paralela de jóias de Jéssica Sabbá. A exposição gratuita continua até a próxima terça-feira na Loja dos Espelhos, na rua Silva Ramos, 993, Centro.
Andrea contou que fazia suas obras para si mesma e a idéia de fazer uma exposição veio do convite de uma amiga, dona do espaço, ao ver a casa da artista cheia de peças. A artista disse ter recusado o convite num primeiro momento, tanto que sua produção só veio a público agora, quase um ano depois. A mostra conta com cerca de 50 obras.
O trabalho de Andrea Benzecry, segundo definição da mesma, é abstrato, sendo feito com a técnica óleo sobre tela. Ela disse esperar uma boa aceitação de sua obra e, caso isso aconteça, pretende começar uma produção em escala. O preço dos trabalhos está entre R$ 100 e R$ 500, segundo a artista, bem abaixo da média do mercado, já que ela ainda não é tão conhecida e tem na área farmacêutica sua principal profissão.
Quando perguntada sobre suas influências, Andrea falou que admira artistas contemporâneos, citando o novaiorquino Kasinski. Benzecry tem a idéia de levar sua obra a vários cantos da cidade com uma exposição itinerária e está em busca de parcerias, pois demandaria uma estrutura da qual ela não dispõe no momento. “Gostaria de levar a Entrecores e Formas para cantos estratégicos da cidade, como por exemplo o Largo de São Sebastião, onde teria uma boa visibilidade, mas fazer este tipo de exposição ainda é caro”, declarou.

Incentivo no colégio

Andrea começou a pintar ainda no colégio, principalmente com tintas nanquim. “Naquela época, nos anos de 1980, onde eu estudava éramos bastante incentivados a mostrar nossos dotes artísticos, inclusive pelos professores”, disse.
Ela ressaltou que apesar de encontrar pela rua muitos materiais usados em suas obras, isso não significa que o processo de criação tenha um custo zero. “Outros materiais, como tela, tintas e massas demandam investimentos”, enfatizou a artista, que disse ainda levar em média, um final de semana para finalizar um trabalho, dependendo do tamanho e materiais a serem usados.

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