Morte de pequena empresa cai pela metade

Pesquisa realizada com mais de 14 mil empresários revela que a taxa de mortalidade dos pequenos negócios caiu pela metade em três anos. Em 2004, quase 50% das micro e pequenas fechavam antes de completar dois anos. Em 2007, a taxa caiu para 22%. Condições econômicas favoráveis e melhor planejamento das empresas melhoraram o resultado. Realizada a cada três anos pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), a pesquisa mostra que o período de tranqüilidade da economia foi determinante para a sobrevivência dos negócios. Ainda que o Brasil não tenha apresentado taxas elevadas de crescimento, os últimos anos não tiveram turbulência. Isso ajudou quem planejou a entrada no mercado.
“A situação econômica ajudou de forma extraordinária. Mas o empresário também tem feito sua parte. Está mais preparado, tem estudado o mercado”, diz o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. Desde 2000, a média de micro e pequenas empresas abertas anualmente tem variado entre 450 mil e 480 mil, segundo o Sebrae -cerca de 1.300 por dia. Para 71% dos bem-sucedidos, o planejamento é o item mais importante para a sobrevivência da empresa. Há três anos, o item era indicado por apenas 24%. A receita do bom negócio também passa por organização (54%) e marketing (47%).
Enquanto existe planejamento entre os bem-sucedidos, quem fechou as portas admite que o principal problema são as falhas na administração. A resposta foi citada por 68% dos que deixaram o mercado. A falta de capital de giro (37%), escolha de ponto inadequado (19%) e o desconhecimento do mercado (11%) foram os itens que mais chamaram a atenção. “Tudo isso mostra que o planejamento ficou em segundo plano. Exatamente o contrário dos que tiveram sucesso’, diz a coordenadora da pesquisa, Magali Albuquerque. A pesquisa também mostra que quem nasce com mais dinheiro tem maiores chances de sobreviver. A média investida nas empresas que permaneceram por dois anos ficou em R$ 61,5 mil.

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