Montadoras preveem volta do emprego na indústria aos níveis pré-crise até junho

Apenas no final deste semestre as montadoras devem voltar a ter um quadro de pessoal semelhante ao de outubro de 2008, quando havia 113.127 funcionários contratados, sem considerar os empregados no setor de máquinas agrícolas.
“Há vários anúncios de contratação que ainda não foram computados. Esse número vai crescer”, disse o presidente da Anfavea, Jackson Schneider, , que prevê a recomposição do quadro para maio ou junho.
O dirigente explica que há trabalhadores contratados independentemente da quantidade de carros que são fabricados, como aqueles para a manutenção de máquinas, o que justificaria o descompasso entre a produção e a geração de empregos.
Schneider destaca que o nível de contratação voltou a crescer em junho do ano passado. A partir de abril daquele ano, a Anfavea e os principais sindicatos fizeram um acordo para evitar novas demissões, que deveriam acontecer apenas por PDV (programa de demissão voluntária) ou se previamente discutidas com as entidades.

Projeções de crescimento

A Anfavea mantém as previsões de crescimento para o ano, apesar do fim do benefício fiscal, já que as condições gerais da economia devem ser mantidas, referindo-se às condições de crédito e à confiança do consumidor.
A associação projeta alta de 6,5% nas unidades produzidas, chegando a 3,39 milhões. No caso das vendas, a estimativa é de nova elevação -o número bateu recorde em 2009-, para 3,4 milhões de unidades licenciadas (8,2%). As exportações, segundo a Anfavea, devem crescer 11,5%, para 530 mil unidades em 2010.
Questionado sobre o impacto do aumento do preço do aço para a indústria automotiva, o presidente da Anfavea afirmou que não é possível ainda avaliar todo o efeito, porque ainda á acordos entre mineradoras e siderúrgicas sendo fechados.
“Como isso será repassado aos consumidores, vai depender da estratégia de cada montadora”, disse.
Sobre os vários recalls convocados pelo setor nos últimos meses, Schneider comenta que são “uma demonstração de respeito ao consumidor”. Para ele, é positivo assumir a responsabilidade e corrigir o defeito. “Ruim é não fazer porque vai pegar mal”, disse.

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