16 de abril de 2021

Montadoras apostam em recuperação

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Representantes da Abraciclo projetam recuperação em 2013 com o estímulo para o financiamento e compra de novas motos no varejo

Mesmo com o atraso do efeito das medidas para solucionar a crise de acesso ao crédito para a compra de motocicletas, representantes da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) projetam para 2013, recuperação do segmento de duas rodas e o fim das demissões maciças no PIM, registradas este ano. A afirmação foi do presidente da entidade, Marcos Fermanian, durante coletiva à imprensa realizada ontem para divulgar o balanço do setor.
“Não podemos dizer que 2013 será suficiente para que os fabricantes se recuperem, mas o aceno de bancos como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Panamericano em estimular o financiamento nos levam a uma expectativa de mais oferta de crédito, e consequente recuperação no faturamento e uma estabilidade no número de empregos”, afirmou.
A expectativa da entidade é de que a produção nacional, concentrada quase exclusivamente no PIM, deve avançar 3,7% em 2013. Já os empregos, que segundo o cálculo da Abraciclo sofreram queda de 11% no setor, passando de 16.370 para 14.500 funcionários, devem encontrar estabilidade no próximo ano. “Não voltarmos ao patamar dos 16 mil, mas projetamos nos manter com essa média de 14.500 mil empregados”, explicitou.

Crédito

Fermanian justifica que a medida que deveria estimular a concessão de crédito por parte dos bancos não surtiu o efeito esperado em tempo hábil, uma vez que os bancos privados não responderam da forma desejada.
De acordo com o levantamento da entidade, 48% dos compradores de motocicletas de todo o país pertencem às classes D e E. Em média, consumidores das duas classes comprometem 14% a mais da sua renda mensal em financiamentos.
Este ano, 294 mil motos deixaram de ser vendidas por dificuldade de acesso ao crédito em todo o país. A venda de motocicletas no Brasil caiu 14% em relação a 2011. Foram 1,49 milhão de motos comercializadas. 41% dessas operações, ou seja, 614.753 mil unidades,foram comercializadas por meio de financiamento bancário, queda de 32% na comparação com o ano passado.
Em 2011, 52% das vendas eram realizadas por meio de financiamento. Em sentido oposto, as vendas à vista (374.849 mil motos) cresceram 2,17% e as vendas por consórcio (509.795 mil unidades) avançaram 8,07%.
Para mudar o quadro, ele conta que a entidade fez várias incursões no segundo semestre a entidades financeiras para viabilizar o acesso ao crédito.
“Mas agora com um cenário econômico melhor, menos inadimplência, mais consciência por parte do consumidor e uma taxa Selic mais baixa, os bancos terão mais boa vontade”, disse.
Para o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, o setor depende apenas desse impulso para voltar a imprimir velocidade.
“Assim que o problema de concessão de crédito se resolver, o setor deve voltar, gradativamente, ao ritmo normal. Como este é um problema que se intensificou na metade do ano passado, ou seja, há cerca de um ano e meio, nossa expectativa é de que em três anos o polo esteja completamente recuperado. O nosso problema não é demanda, ou seja, as pessoas querem comprar. Portanto assim que houver facilidade de financiamento, essa demanda reprimida deve imprimir velocidade na economia do setor”, detalhou.

Impacto

O presidente da Abraciclo admite que a crise deste ano ‘pegou’ os empresários de surpresa. A produção amargou queda de 20% com 1,72 milhão de unidades e as vendas de motos no Amazonas caíram 12% (22,6 mil unidades comercializadas).
A queda real do faturamento do PIM este ano foi calculada em 4%, considerando os prejuízos dos fornecedores (fabricantes de bens intermediários).
Até novembro, a “campeã” de demissões foi a Moto Honda, com 1.470 homologações. A Yamaha, segunda maior fabricante do setor, desligou, por sua vez, 542 funcionários em 11 meses.

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