Monsanto amplia para produzir milho modificado

A Monsanto prevê a duplicação de suas operações no Brasil com novas aprovações de sementes geneticamente modificadas. A companhia teve este mês sua primeira variedade de ­mi­lho transgênico aprovada, o Yieldgard, resistente à praga do cartucho, que, quando ataca a lavoura, gera uma perda média de 30% na produtividade.
Só para atender plenamente à demanda por esse milho, a empresa dará início a um processo de mi­gração da infra-estrutura de sementes convencionais para transgênicas. “Nesse primeiro momento haverá uma divisão de tarefas, mas o mercado vai crescer tão rápido que teremos de duplicar nossa força operacional para atender à demanda, ou seja, produzir, benefi­ciar, ensacar e armazenar”, afirmou An­tônio Ferreira, responsá­vel pela área de tecnologia e desenvol­vimento da Monsanto do Brasil.
Ele revelou que a empresa pretende disponibilizar já em agosto as sementes do milho recém-aprovado, que poderão ser utilizadas na safrinha 2008. A empresa ainda aguarda o registro do híbrido pelo Ministério da Agricultura para avançar no processo de multiplicação das sementes. “Nossa impressão é de que o mercado tem uma demanda muito maior do que a produção. Não há volume por enquanto. Vamos levar dois anos para suprir o mercado”, disse Ferreira.
Hoje a Monsanto possui 38% do mercado de milho convencional. Já estão na fila aguardando novas aprovação da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) o milho RR e o algodão RR, resistentes ao glifosato. A Monsanto mundial investe cerca de US$ 700 milhões em pesquisas, ou seja, 10% do seu faturamento. O Brasil é hoje o segundo mercado da empresa, atrás dos Estados Unidos.
A Camex (Câmara de Comércio Exterior) redu­ziu provisoriamente na sexta-feira de 35,8% para 11,7% a sobretaxa aplicada sobre as importações de matérias-primas da China para a produção de glifosato. O glifosato é um herbicida muito usado nas lavouras de soja convencional e de soja geneticamente modificada no Brasil. Sobre as importações do produto chinês já era aplicada a TEC (Tarifa Externa Comum) de 12% a 14%. A sobretaxa de 35,8% entrou em vigor em 2003 para evitar a importação do herbicida por preços menores que o custo de produção no Brasil.

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