Monitorar e garantir a segurança da região

A Amazônia, pelos discursos oficiais postos para a sociedade, parece ser fonte de grande atenção por parte de todas as esferas dos poderes que constituem a República, os quais a ela se reportam como região a ser objeto de políticas públicas a fim de que alcance grau maior de crescimento econômico com as boas conse­quências que daí podem vir para as populações caboclas.
Para ambientalistas, empresas do setor privado com preocupações quanto à res­ponsabilidade sobre o meio ambiente e mesmo representantes de outros países, a região deve ser preservada, mas não se vê muitas iniciativas sólidas, palpáveis com esta finalidade e, principalmente, voltada para dar dignidade a seus habitantes.
Agora, com o incidente diplomático entre a Colômbia e Equador, para o qual o presidente venezuelano está contribuindo de forma muito negativa, a Amazônia pode passar a ser vista como área onde a monitoração, se está sendo feita, deixa muita coisa de fora da vigilância oficial.
Na manhã desta quarta-feira, questionado sobre a invasão colombiana que ­destruiu suposta base de guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) em território equatoriano, o presidente do Equador, Rafael Correa, deixou escapar que não só no Equador poderia existir base guerrilheira, mas também em território brasileiro e venezuelano.
Veículos que tentaram ouvir o Minis­tério das Relações Exteriores receberam orientação para procurar o Ministério da Defesa e este encaminhou a questão para o anterior. Então, até o fim da manhã não se tinha uma posição oficial sobre a questão de existir ou não base guerrilheira das Farc no Brasil.
Os países amazônicos, dos quais o Brasil faz parte, têm limites comuns em região de difícil acesso e as ocorrências re­gistradas sobre vôos irregulares na região deixa grande margem para que se tome as cautelas necessárias a fim de que a Amazônia brasileira não venha a ser utilizado por forças alienígenas a pôr em perigo a se­gurança dos nacionais.
De outro lado, a inviolabilidade dos territórios nacionais não pode sofrer agressões sem que sejam tomadas medidas punitivas, em nível diplomático, àqueles que desrespeitam as normas do direito internacional.
É nesse sentido que o presidente equatoriano veio ao Brasil buscar apoio para conter o impulso mais acirrado da Colômbia, país que vem de há muito sofrendo com os ataques desferidos contra a sociedade local por forças que se dizem rebeldes, mas lutam contra um governo democraticamente eleito. Pior, estas forças, as Farc, mantêm laços muito próximos com os narcotraficantes, fato a lhes tirar qualquer resquício de legitimidade que poderiam ter como agentes políticos de mudanças.
Os esforços das autoridades brasileiras e dos demais países do continente estão se encaminhando para obter da OEA (Organização dos Estados Americanos) a condenação da atitude da Colômbia ao invadir o Equador e desarmar os ânimos dos líderes dos três países diretamente envolvidos no incidente.
Em todo o imbróglio, a lição a ser tirada para o Brasil é dar mais atenção à região amazônica, ampliando ainda mais os meios necessários para monitorá-la e garantir sua segurança e a daqueles que aqui vivem.

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