Momento econômico tem confiança dos empresários

Um mês é muito pouco para se afirmar qualquer coisa sobre mudanças de maior envergadura em uma economia, mas a magnitude da melhora da confiança de empresários e consumidores brasileiros no mês de agosto faz crer que, após quedas expressivas, está em curso uma importante recuperação. Por que é importante avaliar a confiança dos agentes da economia real? A razão está no fato de que as expectativas precedem as ações em termos de investimento, no caso os empresários, e consumo, no caso das famílias. Ou seja, antes dos agentes recuarem ou ampliarem seus gastos, sua confiança na economia e em sua situação particular piora ou melhora. É um indicador antecedente, em outras palavras, que deve ser analisado como medidor de tendências futuras da demanda na economia.

Novos fatores

Dois novos fatores se apresentaram – na economia brasileira no primeiro semestre desse ano – capazes de influenciar as expectativas dos protagonistas do setor produtivo: o agravamento da crise internacional e a maior inflação interna que levou o Banco Central brasileiro a elevar a taxa de juros.
O consumidor brasileiro reagiu mais pronta e negativamente ao agravamento da inflação, e reduziu sensivelmente seu nível de confiança. Já a reação dos empresários diante de situações menos favoráveis no plano externo e da incerteza quanto à duração do aperto monetário, foi de paralisar o seu crescente otimismo na situação atual da economia. Contudo, mantiveram expectativas favoráveis sobre o futuro da economia, refletindo uma crença de que a situação presente mais desfavorável poderia não se projetar por um período maior de tempo.
Segundo os indicadores da Fecomercio referente ao consumidor paulista, e os dados a nível nacional da Fundação Getulio Vargas para consumidores e empresários industriais, o mês de agosto mostrou números muito mais favoráveis do que nos meses anteriores. Para os consumidores, cuja confiança caía acentuadamente desde abril, a mudança foi mais intensa: o índice aumentou de 131,5 para 137,5 entre julho e agosto, conforme a Fecomercio, e de 101,9 para 108,2 no caso da pesquisa da FGV.

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