Moeda americana fecha sexto dia consecutivo em queda

A taxa de câmbio brasileira desvalorizou pelo sexto dia consecutivo, recuando para o menor preço desde 12 de janeiro. Desde a sexta-feira retrasada, o valor da moeda americana já caiu 4,15%.
Nas últimas operações registradas ontem, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,755, em queda de 0,45% sobre o fechamento de ontem. Em sua cotação máxima, o dólar chegou a bater R$ 1,772 e na mínima, R$ 1,754. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,860, em um recuo de 0,53%.
Em um dia de agenda econômica bastante esvaziada, ganhou relevância ainda maior a ata do Federal Reserve (banco central dos EUA), relativa à reunião do dia 16 de março, quando a autoridade monetária americana manteve mais uma vez a taxa básica de juros desse país em 0,25% ao ano.
Nos últimos meses, com a retomada incipiente da economia americana, economistas começaram a especular se a política monetária não seria alvo de ajustes ainda neste ano, como forma de precaução contra pressões inflacionárias. O documento mostrou, no entanto, que o “Fed” não está com pressa em elevar os juros de seu nível historicamente baixo.
“A duração da citação de período prolongado para a política monetária pode alongar-se por mais algum tempo e pode até ser ampliada se as perspectivas econômicas piorarem ou se a tendência inflacionária parecer estar declinando ainda mais”, avaliou o colegiado de diretores do Fed, no texto da ata divulgado ontem.
Após a divulgação deste documento, as Bolsas de Valores chegaram a esboçar reação, indo para o campo positivo, ainda que por pouco tempo.
O Banco Central entrou no mercado de câmbio às 12h34 (hora de Brasília), comprando moeda por R$ 1,7580 (taxa de corte).

Juros futuros

No mercado futuro de juros, que serve de referência para os juros bancários, as taxas projetadas subiram nos contratos mais negociados.
No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista avançou de 9,87% ao ano para 9,91%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada passou de 10,36% para 10,40%. No contrato de janeiro de 2012, a taxa prevista foi mantido em 11,63%. Esses números são preliminares e podem sofrer ajustes.

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