Modal pode tornar cadeia de abastecimento mais agil e eficaz

Falta de infra-estrutura adequada, baixos investimentos e protecionismo anacrônico estão entre os principais empecilhos para o desenvolvimento da cabotagem no país. A fim de incrementar a utilização desse modal e aumentar a agilidade e a eficiência de toda a cadeia de abastecimento, a Associação ECR Brasil (www.ecrbrasil.com.br) formou um grupo para discutir soluções estruturais e estabelecer processos prioritários necessários à expansão do uso da cabotagem.

Entre os assuntos discutidos pelo grupo estão a análise dos modelos de serviços e contratos, importância da presença de um integrador dos diferentes modais logísticos para gerenciar o serviço a embarcadores e recebedores e procedimentos de gerenciamento de risco quando vários modais se interagem na prestação de serviço.
“Existem ainda questões que necessitam de definições como paletização vs. transporte de mercadorias em contêineres e procedimentos administrativos eficientes, como o uso do EDI (Electronic Data Interchange)”, ressalta o coordenador do Grupo de Cabotagem e superintendente da Associação ECR Brasil, Claudio Czapski.

O potencial de crescimento da cabotagem no Brasil é enorme. Especialistas apontam que o modal é considerado muito promissor em razão da extensão da costa brasileira navegável, de aproximadamente 8.000 quilômetros, onde se encontram os principais mercados consumidores. Além disso, constitui-se em uma alternativa ao transporte rodoviário, utilizado na movimentação de 62% das cargas brasileiras. Apesar de predominante, as péssimas condições das estradas brasileiras provocam prejuízos de R$ 800 milhões anuais às empresas transportadoras gastos com a manutenção extra dos veículos e o consumo excessivo de combustível.

De acordo com pesquisa realizada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), 41,3% dos clientes consideram a cabotagem mais vantajosa do que os outros meios de transporte por causa do custo do frete, 25,9% em razão da segurança da carga, 12,2% pela confiabilidade dos prazos e 11,1% pelo nível de avarias. O levantamento também revelou que a maioria dos entrevistados (69,2%) consideram satisfatório o desempenho das empresas de cabotagem e 14%, excelente.

Apesar das condições favoráveis, a operação do modal cabotagem ainda não incorpora muitos dos avanços de processos e práticas compartilhados, já usuais no transporte rodoviário.

“Nessa área são comuns desafios relacionados ao tratamento da carga para logística reversa, não adequação da equipe do recebedor para manipulação da carga e descarga de contêineres, entre outros. Uma maior integração entre embarcadores, recebedores, terminais portuários e provedores de transporte terrestre e ferroviário pode possibilitar o desenvolvimento de melhores práticas para a logística de cabotagem, com vantagem para todos”, disse o superintendente da Associação ECR Brasil, Claudio Czapski.

Participam do Grupo de Cabotagem da Associação ECR Brasil órgãos públicos, instituições de ensino e empresas de vários segmentos incluindo a Secretaria de Estado dos Transportes de São Paulo, Aliança, BRLog, Fundação Getulio Vargas, Grupo JBS e outros.

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