Moageira investe R$ 1 mi em novas tecnologias

Com investimentos de R$ 1 milhão este ano em máquinas, equipamentos e novas tecnologias, a Ocrim S/A Produtos Alimentícios, fabricante de massas da marca Trigolar, biscoitos e rações para a alimentação animal, e única indústria moageira de trigo do Estado, projeta um crescimento de 10% em 2007 em relação ao ano passado no que diz respeito à participação de mercado.

Atualmente, a empresa produtora da marca Trigolar detém 60% dos negócios de massa da cidade na linha industrial e 70% na linha doméstica, segundo o diretor superintendente, Fortunato Purchio Neto, segundo o qual a projeção de retorno do capital investido neste ano é para um período de 36 meses.

De acordo com o diretor, os principais clientes da organização, como as panificadoras, em geral, e as indústrias de massas e biscoitos, estão contando agora com novidades criadas para dar mais opções ao consumidor. “Estamos trazendo embalagens diferenciadas para atender também às micro e pequenas empresas, como a indústria de pão caseiro, cujos equipamentos são menores e necessitam desse diferencial”, disse.

Para o presidente do Sindipan (Sindicato das Indústrias do Estado do Amazonas), Carlos Azevedo, os investimentos da Ocrim representam um ganho para o setor de panificação em termos de qualidade e confiabilidade no fornecimento do produto. “Um das vantagens que poderemos ter, inclusive, será em uma produtividade maior, o que deverá resultar até mesmo no custo menor de produção”, assinalou.

Azevedo disse acreditar que os investimentos no segmento poderão ser feitos de maneira segura, pois os empresários não terão que se preocupar com a escassez de matéria-prima, como acontecia há alguns anos. “Temos no mercado nacional uma dependência em torno de 70% do trigo importado, e o mercado local segue a tônica do restante do país. Por isso, qualquer investimento na única indústria moageira local é significativa, e eles têm se preocupado com a questão do estoque”, explicou o representante da entidade..

Empresa aumenta portfólio para mais de cem itens

Entre as principais novidades recém lançadas pela Ocrim estão as farinhas de trigo Pizza, Pastel, Especial (indicada para panificação, confeitaria e massas alimentícias em geral) e Com Fermento (indicada para bolos), nas embalagens de 5 kg, lançadas na semana passada. Fortunato Purchio Neto informou também que há seis meses a empresa passou a atuar na cidade com venda de biscoitos, a fim de conquistar mais consumidores.

Segundo Neto, os lançamentos foram necessários para acompanhar as tendências do mercado, pois as embalagens industriais, com sacos de 50 kg, e de uso doméstico, de um quilo, não satisfaziam a todos os seus potenciais clientes. “Criamos então essas linhas intermediárias, chamadas de linha profissional”, comentou o diretor. Segundo ele, agora são 101 itens negociados pela Ocrim no Estado, incluindo as rações para alimentação animal.

Importação dificulta

Apesar das dificuldades oriundas da suspensão das exportações argentinas no início do ano, o empresário garantiu não ter sofrido grandes prejuízos em função desse fator. “Até mês passado conseguimos manter as compras do grão de trigo por causa da nossa tradição, e também em virtude da saúde financeira da empresa que nos permitia fazer as compras à vista”, explicou.

O dirigente ressaltou, no entanto, que a situação tende a ficar mais delicada, pois desde o mês passado a indústria local está impossibilitada de importar da Argentina, independentemente da forma de pagamento. “Temos que buscar o trigo no cenário nacional, dificultado pela questão de logística e de baixa produtividade em relação à demanda”, afirmou.

Para o empresário, outra alternativa seria adquirir a commodity nos Estados Unidos e no Canadá. “O problema é a taxa de importação”, completou.

A afirmação do executivo indica o provável aumento dos custos até o fim do ano, o que deverá encarecer o produto. “Os panificadores não entendem que mesmo com o dólar baixo, a

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