Missão conhece pesquisas com mandioca

Uma equipe de consultores contratados pela Fundação Bill e Melinda Gates estará no Brasil nesta semana para conhecer as pesquisas e as tecnologias para o desenvolvimento da cultura da mandioca. A Fundação pretende criar um fundo na África para aumentar a produtividade e elevar o valor nutricional da mandioca, segunda maior fonte de energia na dieta dos africanos, e assim, ajudar a amenizar os efeitos da pobreza na África e Índia. As pesquisas da Embrapa estão na pauta da missão.
A visita está sendo coordenada pela pesquisadora Maria José Sampaio, da Embrapa Sede (Brasília-DF), que representará a Assessoria de Relações Internacionais da Embrapa durante todas as etapas.
A primeira delas, nesta segunda, 1º, será em Palmital (SP). Lá, a missão, acompanhada de pesquisadores da Embrapa, Ital, Iac e Iapar conhecerá a empresa Halotek-Fadel, especializada no cultivo mecanizado e no processamento do amido de mandioca.
A pesquisadora Marília Nutti, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ), estará presente, pois coordena as pesquisas para biofortificação de alimentos com ferro, zinco e betacaroteno (pró-vitamina A). A pró-vitamina A ajuda a combater a cegueira, problema comum em dietas pobres, e a biofortificação tem conseguido elevar os teores de betacaroteno na mandioca e na batata-doce.
De São Paulo, o grupo segue para Brasília, terça, dia 2, para reunir-se com a diretoria da Embrapa e pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia. Depois, em Cruz das Almas (BA), nos dias 3 e 4, os consultores conversarão com a Embrapa Mandioca e Fruticultura sobre estratégias de pesquisa e desenvolvimento da cultura no Brasil e no exterior.
A missão também acompanhará a pesquisadora Wania Fukuda, líder da biofortificação da mandioca, na colheita de variedades com maiores teores de betacaroteno em comunidades rurais. São variedades com até 12 microgramas/kg de betacaroteno, de polpa amarela, macias, sabor agradável, cozimento rápido e boa produtividade.
A mandioca é originária do Brasil e, segundo Maria José, o país tem muito a contribuir nas áreas de pesquisa e transferência de tecnologia para manejo, conservação e melhoramento genético. Marília Nutti ressalta que depois do laboratório, a questão mais crítica é fazer os resultados chegarem no campo, na indústria e no mercado. “No entanto, temos experiências bem sucedidas nessas áreas com pesquisas participativas e parcerias nacionais e internacionais”, pontuou.

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