Missão chega para tentar destravar diálogo

Os Estados Unidos encabeçaram na quarta-feira um novo esforço para tentar destravar o diálogo por uma saída à crise política em Honduras, bloqueado pela oposição do governo interino em aceitar a restituição do presidente deposto, Manuel Zelaya.
A delegação, chefiada pelo subsecretário de Estado para assuntos latino-americanos dos Estados Unidos, Thomas Shannon, chega sob especulações de que Washington vai contrariar a posição da comunidade internacional e aceitará o resultado das eleições de 29 de novembro, mesmo sem a volta de Zelaya ao poder.
Shannon estará acompanhado pelo vice-secretário de Estado, Craig Kelly, e pelo assessor da Casa Branca para a América Latina, Dan Restrepo.
Os EUA, principal parceiro comercial de Honduras e considerado peça fundamental na mediação internacional contra a crise no país, declararam oficialmente que não aceitariam as eleições nas condições atuais -com Zelaya refugiado na Embaixada do Brasil em Honduras e o diálogo travado pelo impasse sobre sua restituição.
Parte da diplomacia americana defende que os EUA reconheçam o resultado das eleições presidenciais hondurenhas com ou sem a volta de Zelaya ao poder já que, com a suspensão do decreto antiliberdades civis, pode-se criar condições para que o pleito ocorra com um mínimo de transparência.
Parte continua defendendo que, sem a recondução de Zelaya ao poder, não há condições de se aceitar os resultados do pleito. Essa é também a posição do governo brasileiro e da maioria dos países da região.
O presidente interino, Roberto Micheletti, disse em entrevista a jornalistas nesta terça-feira que não haverá saída para a crise política no país antes das eleições de 29 de novembro próximo e que o diálogo com os representantes de Zelaya deve ser adiado para depois do pleito.
“Não vamos resolver absolutamente nada, nem o diálogo nem nada, se não for posterior às eleições”, afirmou Micheletti. “Tudo deve ir daqui em diante (vinculado com) o tema das eleições”, acrescentou Micheletti, que reiterou na terça-feira que não aceitará a restituição de Zelaya ao poder -único ponto em que ainda não houve consenso entre os representantes das duas partes.

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