Ministros visitam a Amazônia

A Amazônia é um dos focos do trabalho de Mangabeira, que considera a região o “grande laboratório nacional” para a criação de um projeto de reconstrução econômica e

Uma comitiva interministerial liderada pelos ministros de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, e da Cultura, Gilberto Gil, inicio ontem uma viagem de dois dias ao Amazonas para discutir estratégias de desenvolvimento para a região amazônica com o governador Eduardo Braga, além de autoridades e representantes da comunidade científica.

A Amazônia é um dos focos do trabalho de Mangabeira, que considera a região o “grande laboratório nacional” para a criação de um projeto de reconstrução econômica e institucional do país. Com quase um terço do território nacional, a Amazônia reúne todas as condições para a “reinvenção do país”, “Estamos trabalhando para estabelecer a Amazônia como a prioridade nacional na primeira metade do século 21. O Brasil se transformará transformando a Amazônia”, opinou o ministro.

Acompanhado do ministro Gilberto Gil, além dos presidentes do Ipea, Márcio Pocchman, e do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo, bem como de outras autoridades federais, Mangabeira quer promover debates com líderes e representantes da região no intuito de fortalecer o processo de elaboração de uma estratégia global de desenvolvimento sustentável para a região. “Pretendemos constituir uma mobilização nacional envolvendo políticos, empresários, trabalhadores, cientistas e demais representantes de nossa sociedade em torno da causa Amazônia”, disse.

Mangabeira está convencido da necessidade de o país estabalecer a região amazônica como foco prioritário de um projeto de Estado que seja capaz de sobreviver aos ciclos eleitorais e ser construído com os países vizinhos. O ministro afirma que o país vive um dilema -ou o que chama de “desnível perigoso”- entre aqueles que defendem a intocabilidade da Amazônia, transformando-a num “parque para o deleite e benefício da humanidade”, e os que acreditam que a região deve continuar sendo desmatada, sem planejamento. “Se o Brasil for obrigado a escolher, na Amazônia, como em qualquer outra de suas grandes regiões, entre desenvolvimento e preservação da natureza, escolherá desenvolvimento. É, porém, uma escolha inaceitável e desnecessária. Temos condições de construir na Amazônia o que nos países ricos de hoje tanto se fala e quase nunca se pratica: um modelo de desenvolvimento que ao mesmo tempo utilize e preserva a natureza”, afirmou.

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