Ministro grego das Finanças promete novas medidas de austeridade

O ministro grego das Finanças, George Papaconstantinou, afirmou na terça-feira que o governo vai anunciar novas medidas de austeridade nos gastos públicos na quarta-feira.
Ele afirmou à agência Associated Press que seu país espera uma reação “imediata, em torno de um dia” da União Europeia. Ontem, o comissário de Assuntos Econômicos da UE, Olli Rehn, advertiu sobre a necessidade de aplicar reformas estruturais e não só medidas no curto prazo para tirar o país de sua grave crise financeira.

A Grécia prepara uma emissão de títulos de dívida soberana. Por enquanto, o mercado financeiro tem se mostrado reticente em apostar na recuperação do país mediterrâneo.
O primeiro-ministro George Papandreou declarou que o país deveria ser capar de tomar dinheiro em termos similares aos demais países da UE, ou os resultados seriam “piores que catastróficos”.

O país viu sua credibilidade internacional despencar depois que o governo eleito em outubro revisou o deficit das contas públicas para 12% do PIB, isto é, quatro vezes o permitido dentro dos parâmetros da UE.
Alguns analistas do setor financeiro avaliam que o país pode ser alvo de um pacote de auxílio financeiro pela comunidade europeia, caso haja aprovação das medidas de austeridade prometidos pelo governo grego.
A Grécia pode recorrer ao Fundo Monetário Internacional em caso de emergência para fazer frente a suas dívidas, segundo um relatório elaborado pelo Bundestag – a Câmara Baixa do Parlamento alemão.

O texto do Bundestag aponta que um país da zo-na do euro como é o caso Grécia, pode recorrer aos fundos do FMI, uma possibilidade que enfrenta a oposição da chanceler alemã, Angela Merkel, e de seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, assim como do BC Europeu.
Como membro do FMI, a Grécia pode solicitar fundos da entidade, algo que o BCE vê como menosprezo de sua independência como única instituição à qual a UE confere a responsabilidade sobre a política monetária europeia.

O comissário de Assuntos Econômicos da UE, Olli Rehn, advertiu o governo grego sobre a necessidade de aplicar reformas estruturais e não só medidas no curto prazo para tirar o país de sua grave crise financeira.

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