Ministro diz que esclarecerá denúncias no Congresso

O ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional) não quis comentar ontem a reportagem publicada pela Folha de S.Paulo informando que a estatal Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba), subordinada à sua pasta, escolheu a empresa de um aliado e amigo para contrato de R$ 4,2 milhões em Pernambuco.
“Todas essas perguntas relativas a essas matérias e supostas denúncias em relação à minha trajetória política eu terei tempo e estarei num lugar adequado (para falar sobre isso)”, afirmou.
Amanhã, Bezerra vai prestar esclarecimentos à comissão representativa do Congresso sobre as denúncias de favorecimento de seu reduto eleitoral à frente da pasta e de irregularidades em seu mandato na Prefeitura de Petrolina (PE).
A reunião foi acertada ontem durante um telefonema do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ao ministro. Mais cedo, o peemedebista havia convocado a comissão representativa para analisar os pedidos de convocação. Bezerra falará para uma comissão governista. O grupo é composto por oito senadores e 17 deputados, sendo que a oposição tem apenas quatro cadeiras.
Ele será ouvido pela comissão porque o Congresso está em recesso até fevereiro. Ontem, o líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), protocolou o terceiro pedido para que o ministro dê explicações durante o recesso parlamentar. Desde o início da crise, o PPS tinha apresentado outras duas convocações.
O tucano disse que não está preocupado com a blindagem governista. “A base governista fará louvação ao ministro, mas nossa obrigação é colocar o mal à luz para que a sociedade faça seu julgamento”.
O ministro está envolvido em suspeitas de favorecimento ao seu Estado, Pernambuco, e também ao seu filho, o deputado federal Fernando Coelho (PSB-PE), que teve todas as emendas destinadas à pasta liberadas. Ele foi o deputado que teve o maior volume de recursos de emendas liberados em 2011, superando 219 colegas que também solicitaram recursos para obras da Integração.
Bezerra responde ainda sobre suspeitas de irregularidades cometidas durante seu mandato à frente da Prefeitura de Petrolina.
Reportagem da Folha de S.Paulo de segunda-feira mostra que o ministro utilizou recursos públicos para comprar um mesmo terreno duas vezes, quando era prefeito da cidade.
Ontem, a Folha de S.Paulo mostrou que o ministro obteve em dezembro o adiamento da cobrança de uma dívida da Prefeitura de Petrolina com a Codevasf, até anteontem presidida por seu irmão, Clementino Coelho.

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