Ministro descarta interferir no mercado de álcool para conter alta

O governo não vai intervir no mercado de álcool para segurar a alta do preço do combustível. De acordo com o ministro-interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, caberá ao consumidor conter a alta, comprando menos álcool.

“Se o álcool não estiver pelo menos 30% abaixo do preço da gasolina, realmente não compensa. O preço está livre no Brasil. O consumidor é que vai definir isso. O consumidor não vai colocar álcool se ele estiver com preço acima’’, disse.

De acordo com dados da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da USP), o preço do álcool hidratado (usado diretamente em automóveis) nas usinas começou a aumentar na primeira semana de novembro, chegando a estar cotado a R$ 0,71 o litro. Desde o final de maio, o preço estava oscilando em valores próximos a R$ 0,60 por litro. Apesar de não estar disposto a intervir diretamente no mercado, o governo analisa a possibilidade de criar mecanismos que diminuam a volatilidade do preço do combustível ao longo do ano. Nos meses de safra, o preço do álcool cai com o aumento da oferta e, na entressafra, sobe com a diminuição da produção. Entre as propostas em estudo está a criação de contratos de longo prazo no mercado interno, com a comercialização do combustível no mercado futuro (BM&F).

Hubner disse que a mistura obrigatória de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo acontecerá, como previsto, a partir de janeiro de 2006. Ele admitiu problemas na entrega do produto, mas avalia que é possível que agentes do mercado estejam “segurando’’ o combustível para ganhar no preço.

De acordo com a avaliação do ministro, os problemas no programa de biodiesel não vão afetar as metas a serem cumpridas. “Tem uma capacidade instalada no Brasil bem maior que pode ser utilizada. A gente sabe que vamos ter que lidar com problemas localizados’’, disse.

A legislação que trata do programa de biodiesel – lei 11.097/2005 – estabelece que a mistura de 2% é obrigatória a partir de 13 de janeiro de 2008 (três anos após a sanção da lei). Ainda de acordo com a legislação, o percentual sobe para 5% em janeiro de 2013.

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