Ministro defende aumento de tarifa de importação de trigo

Segundo o ministro, o mercado “está parado” no momento, mas, quando forem feitos pedidos, o governo deverá aumentar a tarifa de importação dos atuais 10% para 35%. O aumento, porém, terá que ser avaliado novamente pela Camex.
Mais cedo, Stephanes disse que a tarifa de 10% é pequena porque países produtores de trigo subsidiam os agricultores. “Nós temos uma safra que acabou de ser colhida e é importante protegê-la. Hoje, uma alíquota de 10% é muito pouco em razão dos subsídios de outros países’’, afirmou.
Além de Stephanes, participam da reunião os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
No último dia 8, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deve atingir 133,5 milhões de toneladas em 2009, estimativa que reduz ainda mais a expectativa para a colheita de grãos, que seria, assim, 8,6% inferior ao observado em 2008, quando atingiu 146 milhões de toneladas.
A nova projeção é 0,7% inferior a que fora feita no mês passado, que previa 134,4 milhões de toneladas em 2009. Segundo o IBGE, a revisão para baixo da estimativa deve-se, principalmente, às reavaliações negativas ocorridas na segunda safra de milho no Mato Grosso do Sul e Goiás, e às estimativas das culturas de inverno, especialmente o trigo no Paraná.
Ao todo, a safra será colhida ao longo de uma área de 47,1 milhões de hectares, o que indica redução de 0,4% frente ao registrado em 2008.
Ainda de acordo com o IBGE, o Mato Grosso vai ultrapassar o Paraná, e com produção 1,7 p.p. (ponto percentual) maior, passará a ser o maior produtor nacional de grãos.

Crise é ignorada

O movimento das padarias e empresas de panificação devem fechar 2009 com crescimento de 13%, segundo previsão da Abip (Associação Brasileira dos Industriais de Panificação). O desempenho deverá ser melhor que o de 2008, quando as vendas cresceram 12% sobre 2007. Segundo Alexandre Pereira da Silva, presidente da Abip, a crise “ainda não chegou ao nosso setor”. Ele afirmou que houve crescimento de 5% nas vendas no 1° semestre deste ano.

Dólar baixo facilita

O preço do trigo, mesmo com a necessidade de importação da Argentina, não é o principal entrave citado pelo setor. “Sentimos muito mais a crise mundial do grão [trigo] no ano passado, do que a crise econômica neste ano”, frisou Silva.

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