14 de agosto de 2022
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Ministro da Fazenda busca reforma no Banco Mundial e FMI, além de espaço a emergentes

Segundo Mantega, deve ser estabelecida uma agenda para o encontro dos chefes de Estado do G20 para evitar “conflitos nas reuniões”. “Se não estivermos preparados, a reunião fracassará”, disse ao se referir ao encontro que ocorrerá em setembro em Pittsburg

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, apresentou ao secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, uma proposta para regulamentar o G20 e defendeu também a reforma do Banco Mundial e do FMI (Fundo Monetário Internacional) para que estas instituições sejam mais ativas em crises.
Segundo Mantega, deve ser estabelecida uma agenda para o encontro dos chefes de Estado do G20 para evitar “conflitos nas reuniões”. “Se não estivermos preparados, a reunião fracassará”, disse ao se referir ao encontro que ocorrerá em setembro em Pittsburgh (EUA).
A sintonia na reunião anterior, na avaliação dele, “devolveu a confiança ao mercado”. “Não podemos relaxar. Precisamos fazer reformas”, afirmou. Para o próximo encontro, Mantega disse que o Brasil encaminhará uma proposta de regulação do mercado financeiro que deveria ser adotada por todos os países do G20. Entre as medidas, estariam, segundo ele, o limite para a atuação no mercado de futuros; as operações de futuro precisariam ser registradas; e o uso do cleaning houses, onde o investidor depositaria uma garantia ao realizar operações.

Regras claras

O governo brasileiro quer regras mais claras também na estrutura do G20. “Os critérios para ingresso de novos parceiros deve ser claro. Ao ser questionado por um jornalista espanhol sobre a possibilidade de entrada da Espanha, Mantega afirmou que não pode priorizar nenhum país. “A Espanha é um parceiro importante, mas também há outros. Por isso, existe a necessidade de estabelecer critérios”.
Além disso, disse o ministro, pelo menos uma vez por ano, deve haver um encontro de chefes de Estado, enquanto os ministros da área econômica se encontrariam três”. Segundo Mantega, o G20 deve começar a tratar de outros temas, como meio ambiente, e não apenas de economia. O Banco Mundial e o FMI, disse o ministro, devem ser fortalecidos para agirem mais ativamente em crises como a atual. Em uma reforma, os países emergentes devem aumentar sua representatividade em comparação com os avançados. Perguntado pela reportagem se o secretário americano havia concordado com estas propostas, Mantega disse que “aparentemente sim”.

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