Ministério deve esclarecer redução de vacinas para o AM

O Ministério da Justiça tem um prazo de três dias para esclarecer a redução na quantidade de vacinas contra a Covid-19 destinadas ao Amazonas, segundo determinação da Justiça Federal.

A decisão é da juíza federal Jaiza Fraxe. Ela atendeu a uma ação civil pública da DPE (Defensoria Pública do Estado) e da DPU (Defensoria Pública da União). As duas defensorias questionam a diminuição drástica na oferta de imunizantes.

A magistrada pede ainda que o ministério divulgue a programação de novas remessas de vacinas previstas para este mês e maio. E quer também saber qual item do PNI (Plano Nacional de Imunização) prevê a queda na distribuição das doses enviadas para a região.

Segundo os últimos dados oficiais, pelo menos 70 mil pessoas deixaram de tomar a segunda dose de vacina contra o novo coronavírus no Amazonas. É nessas estatísticas que se ampara a decisão da juíza federal.

Ela argumenta que o Estado está apresentando “três situações fatídico-alarmantes nas últimas 72 horas. Primeiro, passou a receber pouquíssimos imunizantes do Ministério da Saúde. Assim, caiu drasticamente o índice de aplicação. Em seguida, despontou na estatística como o Estado em primeiro lugar no índice de absenteísmo de segunda dose, não havendo ainda uma explicação comprovada acerca do paradeiro das pessoas que tomaram apenas a primeira dose”.

Não é a primeira vez que Jaiza Fraxe atende a um recurso envolvendo as vacinas distribuídas no Amazonas. Recentemente, ela mandou que o Estado utilizasse, em dez dias, R$ 150 milhões de fundo do turismo para a compra de imunizantes contra a Covid-19, mas um recurso judicial movido pelo governo suspendeu a sentença.  

Ainda sobre a nova decisão, a juíza federal ressalta que o “município de Manaus se manifestou a respeito da queda nos índices de vacinação, alegando apenas que não possui responsabilidade pelos demais municípios e está fazendo o seu trabalho”.

“O fato é que no Amazonas, nem mesmo os grupos prioritários conseguiram receber as duas vacinas dos respectivos imunizantes”, justifica a juíza federal Jaiza Fraxe em sua decisão favorável à ação civil movida pelas duas defensorias públicas.

Vacinação

Segundo o Ministério da Saúde, 69.932 pessoas ainda não tomaram a segunda dose das vacinas CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantan, e AstraZeneca, produzida no Brasil em parceria com a Universidade de Oxford e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz. Os dados foram divulgados na terça-feira (13)

Mesmo aquelas pessoas que perderam o prazo estabelecido no cartão de vacinação para o reforço da vacina Covid-19 devem procurar uma unidade de saúde para a segunda dose, orienta o ministério.

Apesar do número divulgado pelo Ministério da Saúde apontar que quase 70 mil pessoas não tomaram a segunda dose, dados da FVS-AM (Fundação de Vigilância em Saúde ) indicam que 502.089 pessoas receberam a primeira dose no Estado e apenas 170.902 tomaram a segunda. Em todo o País, pelo menos  1,5 milhão de pessoas ainda não tomaram a segunda dose do imunizante.

“Só uma maior cobertura vacina poderá conter a disseminação da pandemia no Amazonas. Além disso, todos os segmentos e a população em geral devem reunir esforços para o enfrentamento ao novo coronavírus”, diz o diretor-presidente da FVS-AM, Cristiano Fernandes.

Mais de 12,2 mil pessoas já morreram no Amazonas por complicações da Covid. O Estado enfrentou a segunda onda da doença entre janeiro e fevereiro deste ano. E pode ter um terceiro pico de contágio a partir de maio se não forem mantidas restrições às atividades econômicas e os cuidados básicos de prevenção à Covid-19, segundo cientistas.

Foto/Destaque: Divulgação

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