‘Minha Casa, Minha Vida’ e inflação esvaziam mercado de locação

Apesar da deflação registrada em junho e na primeira prévia deste mês do IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), o mercado imobiliário não dá sinais de regressão nas taxas cobradas que balizam o valor dos aluguéis em Manaus. Na primeira prévia de julho o indicador –utilizado como referencia na maior parte dos contratos de locação de imóveis– ficou em 0,21%, de acordo com dados da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Mas, na prática, a deflação não chegou a fazer diferença no bolso de quem paga aluguel. Por conta do valor cobrado e com o benefício dos programas habitacionais do governo federal, muita gente está correndo em busca do contrato da casa própria.
A técnica em enfermagem Doralice Soares Gomes vivencia a rotina do aumento do aluguel a cada ano. “Eu dou muita sorte porque negocio bastante com o proprietário da casa onde moro. Mas, mesmo assim, chego a pagar quase R$ 500 em aluguel, além das despesas com a própria casa e com minha família”, disse. Ela acrescenta que está se preparando para comprar a casa própria. “Estou guardando dinheiro, aos poucos, e vou buscar o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ para conseguir comprar a minha casa”, adiantou.
Também contando os dias para sair do aluguel, o funcionário público Gerson Lima Guedes, que saiu da casa dos pais há cerca de dois anos, está se preparando para trocar o recibo de aluguel pelo carnê da casa própria. “Já estou estudando o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ e verificando alguns imóveis para compra. Não quero passar muito tempo no aluguel”, afirmou.

Economia equilibrada

Para o economista Francisco Ramos de Souza, a opção da população de comprar a casa própria em virtude da alta dos aluguéis está sendo intensificada pelo equilíbrio na economia. “Muita gente está aproveitando o equilíbrio da economia para fugir do aluguel. As opções que o governo federal oferece para a compra da casa própria vêm beneficiando principalmente as classes mais carentes da sociedade, que antes só tinham uma opção para comprar a casa por financiamento. Também influencia nessa fuga do aluguel a constância do plano econômico vigente até hoje. Isso deu mais segurança à população. Mas, obstáculos como o aumento da inflação e também as crises econômicas internacionais, que podem influenciar na economia brasileira, ainda tendem a inibir as iniciativas da população no desafio das prestações da casa própria”, assinalou.

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