‘Minha Casa, Minha Vida 2’ promete aquecer mercado

Anunciada há mais de um ano, a segunda fase do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ pretende voltar ‘turbinada’ e aderir a um maior número de pessoas. Com investimentos na ordem de R$ 125,7 milhões, esta nova etapa, lançada na quinta-feira, 16, pretende subsidiar 2 milhões de moradias até o final do mandato da atual presidente Dilma Rousseff (PT).
Para a aquisição das moradias, R$ 72,6 bi­lhões dos investimentos re­pre­sentam subsídios, enquanto que outros R$ 53,1 bilhões referem-se aos financiamentos.
O presidente do Sin­dus­con/AM (Sindicato da Construção Civil do Es­tado do Amazonas), Edu­ardo Lopes, comenta que, por conta do projeto, já hou­ve incremento de imóveis populares na região amazonense, principalmente nas famílias com três a dez salários mínimos.
Com o lançamento, além da Caixa Econômica Federal, o BB (Banco do Brasil) também passa a atuar em todas as modalidades do programa. Em 2010, ele chegou a operar fi­nan­ciamento nas faixas 2 e 3, antes destinadas a famílias com renda mensal de até R$ 2.790 e R$ 4.650, respectivamente. Atu­almente, a renda é de até R$ 3.100 para faixa 2, e de até R$ 5.000 para faixa 3.
O diretor de empréstimos e financiamento do BB (Banco do Brasil), Gueitiro Matsuo Gemso, comenta que a instituição deve levar de três a quatro meses para montar o sistema operacional ne­cessário ao atendimento do ‘Minha Casa, Minha Vida 2’. Desta forma, segundo ele, a previsão é que as operações na faixa de menor renda se iniciem em janeiro de 2012.
Para o representante do Sinduscon/AM, a entrada do banco é um saldo positivo para quem quer participar do programa. “Quanto mais agentes financeiros, melhor”, ponderou.
Entre o segundo semestre do ano anterior e o primeiro do ano corrente, Matsuo ressalta que o BB já financiou 20 mil unidades. Com a entrada na faixa 1, que passou de até R$ 1.395 mensais para até R$ 1.600, o diretor declara que o objetivo da agência é atender 20% das unidades obtidas até o final do “Minha Casa, Minha Vida 2”.
O vice-presidente do Sin­tracomec (Sindicato dos Tra­balhores das Indústrias de Construção Civil), Cícero Custódio, comenta que a proposta do projeto é in­teressante, porque visa bene­ficiar as famílias de baixa ren­da. Prova disso é a meta de contratação do governo, no qual 60% do total de mo­radias (1,2 milhão) serão direcionadas a famílias que ganhem até R$ 1.600 por mês na área urbana, e até R$ 15 mil anuais na área rural.
Já os grupos com renda mensal de até R$ 3.100 por mês na área urbana, e de até R$ 30 mil por ano na área rural, serão responsáveis por uma fatia de 30% do total investido, o que totaliza 600 mil moradias. O restante (200 mil moradias) será de responsabilidade das fa­mílias com renda de até R$ 5.000 mensais, na área urbana, e de até R$ 60 mil anuais na área rural.
Custódio explana que de­ve haver um aumento nas contratações de funcionários, que chegaram a 5.000 na edição anterior. Contudo, ele salienta que a preocupação do sindicato é quanto às condições dos trabalhadores. “Há uma abundância de dinheiro investido nas casas, porém, em alguns casos, não há sequer EPI [Equipamento de Proteção Individual] para trabalhar”, detalhou.
O vice-presidente espera que sejam dados recursos para que estes problemas não se repitam nesta nova fase, mas esclarece que, por conta das denúncias do sindicato, já houve uma melhoria sig­nificativa quanta a essas condições.

Algumas novas regras

No caso de famílias de menor renda, para evitar a venda precoce do imóvel, a segunda fase do programa estipulou um prazo mínimo de dez anos para a comercialização do residencial, se a família quitar o seu valor total.
Além do mais, as mulheres chefes de família, com renda de até R$ 1.600, poderão assinar contratos independente do seu estado civil. Até então, elas necessitavam da assinatura do cônjuge, o que dificultava o seu acesso ao programa.

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