Militares bolsonaristas envoltos na Justiça

O artigo aborda sobre a profissão militar e lista alguns da era Bolsonaro bem encrencados com a justiça.

A profissão militar é antiga e exige até dar e própria vida em defesa da nação. No Brasil, há centenas de militares valorosos, exemplos de respeito ao ser humano ao código de ética de sua corporação, sendo os mais inspiradores, JK e o Marechal Rondon.

Porém, também há os militares que desonram a farda por sua indisciplina, envolvimento com ilícitos, desrespeito à constituição, protocolos de segurança, às regras e ao código de ética da corporação. Poucos são devidamente expulsos, há os que sofrem sansões menores e até se consertam, há os que são jogados para a reserva, a fim dos superiores se livrarem do problemático. Por último, há também os ruins que simplesmente ficam, sendo aturados porque há algum superior que o protege.

Neste rol de militares que causam embaraço para a corporação, apresento alguns que estão bem encrencados com a justiça junto com o clã do Mito. É importante acompanhar cada caso, pois afinal de contas, no Programa Deus Acima de Todos está escrito “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará (João 8:32), bem como foi prometido um governo decente, diferente de tudo aquilo que nos jogou em uma crise ética, moral e fiscal. Então vejamos a primeira lista:

1o) Sargento da FAB Manoel Silva Rodrigues

Ainda bem que a justiça Espanhola condenou por 6 anos e negou o pedido de transferência deste Sargento para o Brasil, o qual foi preso em 2019 com cerca de R$ 37Kg de cocaína, avaliados em R$ 6 milhões, quando acompanhava parte da comitiva do Presidente rumo ao Japão. Quanta coincidência um militar conseguir transportar tanta droga, sem ser importunado em nenhuma avaliação de rotina dentro da FAB e da comitiva presidencial. Para alguém agir assim, será que não há superiores e outros dentro da corporação que há anos estão envolvidos com o crime? FAB deve explicações para a população brasileira.

2o) Militar da Reserva da Marinha Carlos Decotelli da Silva

Indicado por Almirantes da Marinha, o Decotelli, além de causar vergonha para o Presidente e oficiais das Forças Armadas, pode levar condenações pesadas nos próximos anos, pelos seguintes motivos: 1o) porque está sendo investigado pelo TCU/CGU por contratações suspeitas <https://bit.ly/35SZVI3> quando esteve no comando do FNDE, entre fevereiro e agosto de 2019; 2o) pode ser condenado por crime de falsidade ideológica por mentir no seu Currículo na Plataforma Lattes, afirmando ter título de Doutor e Pós Doutor. Se Ministra Rosa Weber (STF) autorizar pedido da PGR para enviar para a primeira instância, a notícia-crime, o militar ficará em apuros.

3o) Milicianos: Ex-capitão do BOPE Adriano Magalhães, Major da PM Ronald Pereira, Tenente reformado da PM Maurício da Costa, Ex-PM Marcos dos Santos.

Ex-capitão Adriano Magalhães e o Major Ronald são apontados pelo MPRJ como os chefes do Escritório do Crime, organização criminosa com vários negócios ilegais, com milicianos, alguns dos quais assassinos de aluguel que atormentam as favelas do RJ.

Major Ronald tem outras denúncias nas costas e é réu no processo de homicídio de 4 jovens na antiga boate Via Show, em 06/12/03. Já o ex-capitão Adriano Magalhães tem uma ficha extensa de crimes, precisaria de uns 5 artigos para descrevê-los com detalhes.

Mas para o Clã do Mito, esses dois chefões são exemplos de bravura, merecedores de medalha, defesa, certificados e homenagens públicas, feitas pelo então deputado Jair Bolsonaro <https://bit.ly/2FX6pdP> e o então deputado Flávio <https://bit.ly/2FQMHRg; https://bit.ly/3iOaqjj; https://bit.ly/3hPgqau>.

A maioria não tem noção do nível de envolvimento do clã do Mito como os milicianos, por isso recomendo o estudo minucioso destes links <https://bit.ly/32OArJK; <http://bit.ly/2QelB9g; https://bit.ly/3kAs2A0; https://bit.ly/3hOpR9Z; https://bit.ly/35WSpvJ; https://bit.ly/3kC7lUm> para entender como nasceram as milícias no RJ, quem são os milicianos, o poder deles em se infiltrar nas igrejas, nas comunidades e no estado (elegendo vereadores, deputados, senador, governador e até presidente), o que andaram fazendo, e porque foram denunciados pelo MPRJ. Essa leitura básica ajuda a entender a relação de Adriano com o clã do mito, por meio do Operador Queiroz. Pena que o Ex-Capitão foi morto na Bahia, pura coincidência para quem tinha muito a entregar para a Justiça.

3o) Ex-Subtenente da PMRJ Queiroz e dezenas de militares suspeitos de serem fantasmas ou laranjas

Fabrício Queiroz foi subtenente da PMRJ por 31 anos, até 2018, acumulando nas suas costas dez mortes de suspeitos em confronto. Quando era Sargento, virou alvo de 2 inquéritos da Polícia Civil, um deles nunca foi solucionado e ocorreu junto com seu colega Adriano Magalhães, que naquela época era tenente <https://bit.ly/3iOX72l> e que resultou na morte de Anderson R. de Sousa, 29, sem antecedente criminal. O Queiroz era muito temido nas comunidades <https://glo.bo/2ZT5Ed7>, sendo que Promotores do MPRJ já identificaram falhas (ex: falta de perícia nas armas) no inquérito e determinou que seja concluído até out/20.

Além de amigo de Adriano Magalhães, desde os anos 80, Queiroz também conhecia Bolsonaro, mais uma coincidência, pois foi o Mito que o indicou para trabalhar em 2007 no gabinete de Flávio, ficando por lá longos anos, se tornando até chefe de gabinete, sendo tirado às pressas do cargo em 16/10/18. Segundo o suplente de Flávio, o empresário Paulo Marinho, isso ocorreu por conta do clã saber de uma operação (Furna da Onça) que a PF adiou para não prejudicar a campanha do Mito, mas que se realizaria em nov/18 com riscos de atingir Flávio e aliados, por conta da existência de um documento do COAF <https://bit.ly/3hOqGzR> nas apurações da Furna da Onça <https://bit.ly/2ZQb0Ws; https://bit.ly/2RGUfIX>.

Com a quebra de sigilo bancário e fiscal No. 0087086-40.2019.8.19.0001, e cruzamento de informações bancárias de Queiroz e ex-assessores vinculados direta ou indiretamente ao ex-deputado Flávio, o MPRJ conseguiu apontar com um material probatório bem robusto que: 1o) Queiroz atuava como operador do esquema de “rachadinhas” na ALERJ entre abril/2007 e 17/12/18; 2o) além de arrecadar, Queiroz transferia parte dos recursos para o patrimônio familiar de Flávio; 3o) a participação do matador Adriano Magalhães, sua ex-esposa e mãe no esquema de Flávio, com estimativa do Adriano ter passado R$ 400 mil para Queiroz; 4o) orientações para esconder Queiroz, sua esposa Márcia e outros; 5o) outras informações oficiais <https://bit.ly/3kAs2A0> que revoltariam qualquer militar ético, o que explica o sumiço de Adriano Magalhães, Queiroz, esposa, e vários familiares do clã e ex-assessores que fugiram de prestar depoimento no MPRJ, bem como a interferência do Mito na RF(Coaf), na PF, na PGR, no STJ, e no STF.

Finalmente, para ajudar a cumprir o que foi prometido (E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará – João 8:32), o próximo artigo trará a segunda lista de militares bolsonaristas alvos do MPRJ, da Polícia Civil do RJ, do MPF e da PF, cujas evidências apontam atitudes bem distantes do ideal militar descrito em nossas leis e no código de ética das corporações militares.

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